Sintomas da mediunidade: você não precisa provar que está incorporado

O que poderia ser chamado de sintomas da mediunidade nem sempre compõem regras e muito menos são necessários.

O desenvolvimento mediúnico na Umbanda é um processo contínuo e requer entendimento constante por parte dos médiuns e também dos consulentes.

No artigo abaixo, publicado originalmente na página Falando de Espiritualidade, aspectos importantes são destacados.

Acompanhe!

A insegurança leva alguns médiuns a “forçarem a barra”. Movidos pelo medo do julgamento alheio, interferem na incorporação e aumentam os trejeitos do Guia.

É o caso de quando observamos aquele sotaque forçado, o giro excessivo, a risada exagerada. São sintomas da mediunidade desnecessários.

Entendam, não é preciso provar nada para ninguém. A entidade veio para fazer a caridade, não para receber aprovação dos olhares dos outros.

Cada médium manifesta os Guias de uma maneira bem particular. Alguns apresentam mais trejeitos, com sotaque, andar e movimentos mais característicos do arquétipo da entidade.

Enquanto isso, outros são mais comedidos, apresentam os tais sintomas da mediunidade bem mais sutis. Sua presença é menos marcante e sua manifestação mais suave. E não há nenhum problema nisso.

Para que a entidade faça sua caridade, ela não precisa disso. O passe, o descarrego, a cura, a abertura de caminhos, entre outros, dependem mais de uma manipulação energética do que como a entidade se apresenta.

Estas bênçãos da espiritualidade se originam da união entre a vibração do Guia com o do médium, irradiado na força dos Orixás, sustentado pelos assentamentos do Terreiro.

Os trejeitos auxiliam a caracterizar a Linha de trabalho do Guia, sendo fiel aos arquétipos que representam. Muitas vezes, a entidade utilizam-se de um desses elementos mais pela falta de fé ou desconfiança do consulente do que por real necessidade.

Um exemplo é o conhecimento da tecnologia moderna. O Guia, um espírito muito mais elevado que nós, cujo conhecimento ultrapassa em muito o nosso, sabe muito bem o que é um carro, um computador, um tablet, um celular. Mas se ele diz algumas dessas palavras, é possível que cause estranheza e até uma falta de fé e, com isso, fecha-se às boas energias da entidade.

É por estas e outras razões que sempre reforçarmos: apenas deixe a incorporação fluir em sua naturalidade.

Você não precisa fazer careta para mostrar que a entidade está ali presente. Apenas relaxe seu campo mental, cesse as resistências da mente e sinta o que a entidade quer passar. Com o tempo, isto será instantâneo e, em vez de ficar se perguntando se é o Guia ou você, você apenas se observará dando liberdade ao falangeiro.

Lamentavelmente, ainda sobrevivem em alguns Terreiros provas físicas de incorporação. Testes como andar na brasa, comer vidro, queimar a pele, entre outra cenas absurdas. Ao nosso ver, são práticas absurdas e desnecessárias, incompatíveis com nosso momento atual.

Em tempos em que os processos mediúnicos são cada vez mais conscientes (e não há nenhum problema nisso), dificilmente eles passarão com sucesso nessas provas. Sintomas da mediunidade não tem nada a ver com isso!

O Guia mostra-se presente não com atos físicos, nem movimentos corporais, nem sotaques forçados; e sim com orientações verdadeiras, energia elevada, respeito à hierarquia e muita sabedoria.

A verdade da Umbanda encontra-se no espírito. E àqueles que a ela se abrirem, conhecerão seu significado.

Assim, se você presenciar sintomas da mediunidade exagerados, desconfie.

Mas ouça o médium/Guia e permita, primeiro, que a mensagem a ser passada chegue até você. Todos estamos em evolução!

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