Transforme sua reza para alcançar grandes resultados

Reza ou oração? Não são a mesma coisa? Para Pris Mariano há sim diferenças importantes.

Psicopedagoga reikiana, médium de Umbanda e neta de rezadeira, Pris é também conhecida por seu trabalho musical na dupla Rosa Amarela, em parceria com Rodrigo Di Castro, cujo objetivo é provocar reflexões por meio de suas canções e rezas.

“Quando falo em reza, não estou falando daquela prática rápida, corrida e mecânica do dia a dia não. Falo de algo mais profundo e particular; estou falando de uma entrega”, afirma a jovem que hoje também pode ser chamada de benzadeira e rezadeira. Isso porque, em 2020, em plena pandemia, criou o primeiro grupo de estudos sobre Benzedura Ancestral além do “Círculo de Reza” que promove diariamente em seu Instagram, bem cedinho.

Para ela, rezar é esvaziar a mente; é colocar-se diante da grande essência criadora como filho e dependente dessa energia. Fazendo assim, ela diz que é possível “ouvir o que vem de dentro”, sentir o chamado de novas ações, clarear ideias e começar então a modificar posturas e pensamentos.

“Muitos rezam pedindo bênçãos, mas esquecem de que a benção principal já está dentro de si”, afirma Pris Mariano, que vai comandar uma nova edição da Jornada Benzedura Ancestral em parceria com o Instituto Umbanda Eu Curto.

Sobre a diferença entre reza e oração, mais do que semântica, a ideia é que enquanto a reza é uma construção particular, pessoal e sincera, a oração nem sempre possui estas características. Afinal, quantos de nós rezamos um Pai-Nosso realmente sentindo e internalizando tudo o que aquelas palavras significam?

E que fique bem claro: qualquer ação em prol da sua espiritualidade será sempre bem vinda, seja ela decorada ou não, repetitiva ou inédita. No entanto, o quanto mais concentrados e preparados para esta conexão com o sagrado, melhor faremos para alcançar os resultados esperados.

Como fazer uma boa reza

A primeira coisa que devemos fazer, antes de tudo, é agradecer. A gratidão é o reconhecimento do que temos de mais precioso: a família, um teto, a vida. Reconhecer estas bençãos em nossas vidas é um ato de amor e fé que abre espaço para que sigamos evoluindo. E o próximo passo é justamente esse: ir além.

“Pedir não é sinônimo de conquista, pois chegará até nós àquilo que nos for de direito. Mesmo assim, podemos verbalizar o que almejamos de maneira consciente e direta. Saber usar as boas palavras, reconhecer o tempo e a atuação delas, faz com que a energia concretizadora e divina faça mudanças em nossas vidas”, lembra Pris Mariano.

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E é justamente por isso que precisamos ter muita atenção com o que falamos, como falamos e porquê falamos. “Rezar, antes de qualquer coisa é despir-se ao sagrado, refletindo o que há dentro de si”, completa.

Por fim, vamos à prática. Faça uma experiência: coloque-se em reza, sem se preocupar com o tempo, com a duração. Deixe-se envolver. Não dá para fazer isso todo dia? Não tem problema, faça quando puder.

Seguindo, não se apresse em falar nada, nem mesmo mentalizar algo. Apenas respire fundo pelo nariz, solte pela boca, feche os olhos se desejar. Sinta apenas o há no coração. Deixe a mente divagar, permita que os pensamentos surjam e se esgotem por si mesmos. Vá elaborando palavras em sua mente. E agradeça! Demonstre gratidão como se estivesse falando com um amigo, com seu pai, sua mãe, pois, creia, você estará!

A essa altura sua reza já está em ação. Perceba e dê especial atenção aos verbos usados, sempre reconhecendo a beleza do que você já tem. Se tiver algo a pedir para a espiritualidade, peça com simplicidade e sabedoria. Mas saiba que o livre-arbítrio deverá sempre ser respeitado. Seus desejos não podem interferir outros seres. O respeito começa pelo respeito!

Assim, aos poucos, a reza se faz e torna-se um hábito essencial, daqueles que nos elevam e despertam.

Reze hoje e sempre!

JORNADA BENZEDURA ANCESTRAL – ELEMENTAIS – INSCRIÇÕES ABERTAS!

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