Espírito perdido que fica vagando na Terra

Embora a bibliografia de Umbanda trate de forma um pouco distinta, o texto a seguir traduz de forma ilustrativa o que acontece com um espírito perdido que, após o desencarne, não consegue se livrar do mundo dos encarnados.

Retirado do livro Céu e Inferno, de Allan Kardec, vale a leitura.

Espírito perdido: estado de perturbação

Um espírito não esclarecido, chega do outro lado praticamente sem consciência do que está acontecendo, não acredita já estar morto, continua a agir como se ainda estivesse vivo, assiste todo o funeral e acha que esta sonhando, fica ao redor do caixão com seu corpo ou entre os familiares.

Depois do enterro, volta para casa e tenta se comunicar, como ninguém responde às suas perguntas fica desorientado, não aceita auxílio de outros espíritos que vieram para ajuda-lo; como sempre lhe disseram que “os bons”, vão direto para o céu, e como uma pessoa nunca se julga má, ele fica esperando que os anjos venham buscá-lo.

Como os anjos não aparecem, alguns ficam anos na sua casa, no local da morte, vagando entre os encarnados ou junto com os seus bens, tesouros ou pertences.

Presos à matéria, pessoas que viveram aqui e são voltados aos prazeres materiais, sem se preocupar com o seu futuro espiritual, geralmente demoram-se na crosta terrestre, buscando ainda os mesmos tipos de prazer que costumavam cultivar quando encarnados, acomodam-se junto aos encarnados que apreciam os mesmos vícios, induzindo as pessoas a prática, para usufruir dos fluídos.

Exemplos: bebidas, cigarros, jogos, sexo, etc. Aprendem a se alimentar da energia dos vivos, se “encostam” como dizem, numa pessoa que lhe ofereça condições, e muitas vezes, mesmo sem saber que está prejudicando, sugam a sua energia, deixando-a cada dia mais debilitada, até que começam a surgir às doenças e outros problemas.

Região de Sombra e Dor

Quando o espírito perdido comete delitos graves aqui na Terra (assassinatos, crimes) ele é atraído para regiões de sombra e dor, o chamado umbral, onde pelo sofrimento chegará um dia ao arrependimento e o desejo de reparar o mal praticado. Então será socorrido por espíritos bons que irão retirá-lo de lá e serão conduzidos a postos de atendimento espiritual conhecidos como colônias.

Falta de conhecimento real do que ocorre com o espírito na morte, tudo isso acontece porque as religiões não preparam as pessoas para essa passagem.

Somente ensinam que o pecador, batizado, convertido ou morrendo sob confissão, extrema unção, encomendação do corpo ou tendo um funeral com os rituais religiosos, vai direto para o Céu.

Espírito perdido que fica vagando na Terra 1
Reprodução da internet

As pessoas nasceram e são livres para fazerem o que quiserem inclusive o mal. Aí entram as religiões cuja missão é conduzir o homem à prática do bem e da justiça e consequentemente prepará-lo para voltar melhor do que quando chegou.

Por não admitir o renascimento, a maioria das igrejas não tem outra saída a não ser ensinar que o morto deve aguardar de braços cruzados dentro do caixão até o momento em que as trombetas vão soar e todos ressuscitarão, para o julgamento coletivo do juízo final.

Como “nada” prende um espírito, ele sai por aí para fazer o que quiser. [E pode se tornar um espírito perdido, como conhecemos].

Esse é o motivo que incontáveis irmãos se encontram nessa situação há muito tempo. É obrigação dos vivos auxiliarem com suas orações e atos aqueles que já se foram principalmente convencê-los do arrependimento.

Daí a necessidade de se doutrinar e evangelizar cada espírito perdido para que no menor tempo possível lhes seja dado conhecer “a Verdade que os libertará” das falsas doutrinas e das falsas promessas.

Em suas orações diárias, peça a Deus e a Jesus [ou aos Orixás e Guias da Umbanda] que ilumine esses irmãos para que aceitem o auxílio dos trabalhadores socorristas.

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