Benzedeiras: sabedoria e poder das ervas

As benzedeiras fazem parte do imaginário coletivo brasileiro. Mesmo que você nunca tenha sido atendido por nenhuma delas, com certeza já ouviu falar de seus “poderes”.

Saber benzer uma pessoa, um animal e até um objeto é um ato sublime de fé e de cura; para muitos é uma missão de vida. São pessoas que costumam falar: “Eu que te benzo, Deus que te cura”, e elas fazem parte de um patrimônio cultural imaterial vinculado ao divino, que corre o risco de se perder.

A tradição de benzer começou aqui no Brasil na época de seu descobrimento com a vinda dos jesuítas. Ao longo dos séculos, as mulheres ganharam um papel primordial nesta prática ao dominar o conhecimento sobre as rezas, os rituais e as ervas. Elas sintetizavam os saberes das culturas africana, indígena e europeia. Eram referência em suas comunidades, representavam o poder do feminino além de serem importantes para a identidade cultural.

Em lugares distantes, sem médicos e sem farmácias, a população recorria às benzedeiras, que cuidavam desde “ventre virado” a partos.

Apesar de todo este saber, estas mulheres não tinham um estudo formal, pouca escolaridade e por conta disso eram vistas como charlatãs. A academia (escolas de medicina) tomou posse deste saber descartando os rituais e a espiritualidade que permeiam esta prática. Com isso, elas se tornaram vítimas do preconceito.

Resgate das benzedeiras

A prática do benzimento não se restringe apenas às mulheres. Muitos homens também ajudam na preservação deste patrimônio.

Ao longos dos anos, a medicina tradicional tem se rendido à premissa de que somos corpo, mente e espírito. Os exemplos que vemos são: postos de saúde com hortas medicinais, benzedeiras como agentes de saúde, médicos que incentivam o exercício da fé e que também rezam antes de começar a trabalhar.

Espalhados de norte a sul, estes homens e mulheres têm como ponto de partida a espiritualidade, que segundo eles têm que ser praticada com muita calma, fé e verdade, em especial por parte dos pacientes, para que os objetivos sejam atingidos.

Durante a prática é comum as benzedeiras bocejarem, tremerem, sentirem dores no corpo por causa da energia trazida pelo paciente.

Velas, copos com água e ramos de ervas sempre são usados e para cada caso, um tipo de oração e de erva correspondente. O benzimento pode ser feito até mesmo à distância e há relatos de benzimentos com sucesso feitos por videochamadas em situações de urgência.

Contudo, o grande temor destas profissionais de saúde é o desparecimento da prática da benzedura, pois as novas gerações não têm se interessado em aprender a rezar, nem em conhecer as ervas.

Daí a importância da divulgação destas práticas e também de conteúdos sistematizados em forma de livros, cursos e palestras. Formar benzendeiras e benzedeiros não garante que a pessoa se tornará um (a), mas é um ponto inicial para interessados (as).

E, assim como aprendemos com os mais antigos, a prática leva à perfeição (ou no caminho dela). Para as novas benzedeiras e benzedeiros recomenda-se praticar e praticar. Comece com a família, os amigos e vá sentindo, testando a prática. Se ambos – benzedor (a) e benzido (a) – se sentirem bem, melhor do que antes, persista. O foco será sempre o Bem maior, a melhora de quem é benzido (a). Fé, ervas e muita prática é a melhor receita.

Despertando o poder mágico das plantas

Muitos já devem ter ouvido falar em fitoterapia, em que plantas medicinais são usadas para o tratamento de doenças, baseando-se no princípio químico da planta.

Uma planta em sua formação consegue absorver grande parte da energia vital presente na atmosfera, que por sua vez fica retida na sua estrutura essencial. Sendo assim, qualquer vegetal possui uma grande quantidade de energia vital acumulada, que também podemos chamar de energia potencial. Obter os benefícios desta energia potencial, desta energia sutil contida na sua estrutura é o que se chama de fito-energética.

Quando a energia é despertada, ela oferece ao seu manipulador a possibilidade de ser impregnada com a intenção que se deseja, e por isso que a pessoa que manipula essas energias precisa ter ótimo foco mental, intenções superiores e acima de tudo, elevado padrão moral, já que qualquer planta poderá ser utilizada como geradora de campo energético sutil. A força vital potencial é a substância que dá forma e direção a magia com as plantas.

Uma das técnicas de ativação deste poder oculto é através do Reiki impostando as mãos sobre as ervas e mentalizando um facho de luz prata, que sai da sua cabeça e incide sobre as ervas e um facho de luz verde que sai do seu coração também incidindo sobre as ervas. Imagine estes fachos piscando alternadamente sobre a erva que será trabalhada.

Outras dicas: tome um chá com intenção positiva e elevação mental. Faça desses momentos uma meditação e um ritual de conexão espiritual.

Cuide do seu jardim ou de seus vasos com uma atitude positiva, tornando-se sensível a essas vibrações que podem ser despertadas sobre você.

Queime um incenso com alegria e paz no coração, consciente que a força das plantas contidas ali envolverão o seu espírito. Sinta essa energia com gratidão.

Olhe para o verde, honrando sua força e suas virtudes. Sempre estabeleça uma conexão mental com as plantas ao seu redor e acima de tudo, seja muito respeitoso.

Quando você souber se relacionar com reino vegetal com gratidão e consciente de seus potenciais, certamente você conseguirá receber seus melhores benefícios, por consequência, você será uma pessoa mais feliz, saudável e plena.