História dos Ciganos no Brasil e na Umbanda
A história dos Ciganos no Brasil é bem antiga.
Os primeiros ciganos acolhidos no Brasil, enviados de Portugal como degredados, chegaram por aqui a partir de 1574. Vieram para trabalhar como ferreiros e ferramenteiros. Só chegaram como autônomos a partir do século XIX, acompanhando o séquito de D. João VI.
Na Umbanda, sua presença tem sido cada vez mais constante, fazendo como que a história dos Ciganos se torne cada vez mais presente. Em muitos Terreiros eles próprios já pedem para que seus médiuns trabalhem com a roupa branca.
Pedem também que tenham apenas os seus elementos magísticos, como lenços, baralhos, espelhos, adagas, anéis e outros. Em suas festas, podem ser utilizados violinos, a cítaras, a violas, pandeiros e outros instrumentos característicos.
A saudação a eles é: Salve os Ciganos! Optchá!
Na Linha dos Ciganos encontramos espíritos que tiveram encarnações como ciganos e também espíritos que foram atraídos para essa linha por afinidade com sua magia.
É por isso que eles não têm obrigatoriamente que falar espanhol ou romanês, ler cartas ou fazer advinhações.
Há os espíritos ciganos que fazem isso porque já o faziam quando encarnados, mas muitos outros não.
Assim, a história dos Ciganos no Brasil também já pode ser contada através da Umbanda.
O povo cigano tem suas cerimônias próprias e tem seus rituais coletivos adaptados à Umbanda.
Suas sessões são muito apreciadas e muito concorridas, pois seus trabalhos estão voltados para as necessidades mais terrenas dos consulentes.
É uma linha espiritual em franca expansão.
Temos até Linhas de Esquerda “ciganas”, tais como a do Senhor Exu Cigano e da Senhora Pombagira Cigana, muito procurados pelos consulentes.
É uma linha espiritual especial, cujas entidades trabalham na irradiação dos diversos Orixás, mas louvam sua padroeira, Santa Sara Kali.
Seus trabalhos também podem ser sustentados por Pai Ogum – Orixá do ar, ordenador dos caminhos. Ou ainda por Mãe Egunitá/Oroiná – o fogo purificador – pois os ciganos sempre estão ao redor de suas fogueiras.
Na Umbanda, atuam como Guias espirituais de maneira extremamente respeitosa. Procuram sempre mostrar o caráter fraterno do povo cigano, seu respeito com o alimento e a capacidade de repartir o pão.
Aceitam o ritual umbandista, como meio evolucionista, e retribuem com suas ricas orientações e com a alegria de seus cantos e de suas danças.
Nota do Umbanda Eu Curto: Na nossa visão, os Ciganos podem sim se apresentar em trajes típicos durante as Giras, sem nenhum prejuízo para os trabalhos. Vestir-se ou não de branco é opcional e não afeta a ritualística. Mas respeitamos todas as correntes.