Ouvir seus Guias: além dos ouvidos

Ouvir seus Guias não depende dos ouvidos necessariamente.

Quando falamos para uma pessoa que ela é capaz de ouvir seus Guias, nem sempre se deve entender “ouvir” em seu sentido literal.

Ouvir um Guia é conseguir não somente escutá-lo com os ouvidos, ou seja, detectar ondas sonoras e captá-las pelo órgão auditivo (faculdade que nem todos os médiuns possuem), mas sim saber reconhecer sinais ao redor que possam ser compreendidos como uma comunicação deles para com o médium.

Esses sinais (mensagens subliminares) surgem de forma muito ampla, abrangendo todos os nossos sentidos, sendo certamente uma faculdade peculiar e particular de cada um. Isso tudo sem mencionar as tantas formas de comunicação.

Façamos um parêntese retirando dessa seara a capacidade que nosso cérebro tem de perceber algo e rapidamente processar informações nos trazendo uma resposta que aparentemente poderia se parecer com um aviso de origem espiritual, porém não sendo nada mais do que a nossa capacidade de processar essas informações e experiências concretas vividas e trazer à consciência uma resposta antecipada em forma da chamada intuição.

Sim, intuição.

Esta é uma forma muito interessante que os Guias têm de nos avisar sobre problemas que podem acontecer e nos impedir de fazer uma viagem, por exemplo, quando nos vemos questionando se deveríamos ou não continuar com a viagem devido a uma avaria no veículo que usaríamos para nos deslocar, um pneu furado, etc.

Nesse caso, o acontecimento (avaria do veículo) pode ser encarada como uma forma de comunicação, uma forma de se fazerem “ouvidos”.

Então, ao invés de reclamar porque você não alcança algo que tanto deseja, pense muito bem: será que não são seus Guias mostrando que o alcance do desejo não será o desencadeamento de algo extremamente ruim e, talvez, impossível de se contornar se você seguir por determinado caminho?

E se Eles estiverem certos no futuro, não se esqueça de agradecê-los por tudo.

Mas é preciso desencanar, pois nem tudo o que nos acontece é “um aviso divino” ou algo assim. Na verdade, a maioria de nossas ações e acontecimentos cotidianos são exatamente isso: cotidianos. Não contém nada especial, nenhuma mensagem cifrada envolvida.

Assim, a intuição – uma espécie de porta aparente da mediunidade – é sempre algo sutil que devemos prestar atenção, mas sempre com cautela.

Ouvir seus Guias ou seres espirituais do Bem é desejável, mas sem mistificação!