Mediunidade olfativa: o cheiro que vem “do nada”

Mediunidade olfativa. Isso existe mesmo?

Existem pessoas que veem espíritos, energias, vários tipos de percepções. Existem também os que ouvem espíritos e também os que sentem os espíritos lhes tocando. Essas são as sensações que costumam ser mais comentadas no meio espiritualista e mediúnico.

Fenômenos desse tipo fazem parte da chamada mediunidade olfativa, que pode ser definida como um conjunto de manifestações espirituais que infelizmente ainda é pouco divulgada e bastante desconhecida do grande público, mas não deixa de ser menos real ou importante do que outras formas de mediunidade.

A mediunidade olfativa pode ser definida como o dom ou a capacidade de sentir cheiros, aromas ou odores que não provém de nenhuma fonte do mundo material, mas que tem sua causa nos planos sutis.

A mediunidade olfativa mostra indícios de ser comum a toda a humanidade; a maioria das pessoas já sentiu, ao menos em algum momento da vida, cheiros, odores ou aromas que vieram “do nada”, ou seja, que não estariam presentes fisicamente no ambiente.

Em enquete realizada online, mais de 5000 pessoas responderam a seguinte pergunta:

Aproximadamente 97% das pessoas responderam que sim. Isso demonstra o quanto a mediunidade olfativa é mais comum do que pensamos e pode até mesmo ser a forma de mediunidade mais recorrente que existe, superando a vidência, ou seja, o ato de ver os planos sutis e seus habitantes. Supera também a mediunidade auditiva, a capacidade de ouvir os espíritos.

Talvez se compare apenas ao que chamamos de intuição, uma capacidade presente em 100% da humanidade, que se manisfesta em maior ou menor grau em cada um de nós.

É importante deixar claro que o plano espiritual não tem cheiros, não tem odores, não tem nenhum tipo de aroma. Inclusive é bom lembrar que no plano material os cheiros nada mais são do que a forma como nosso cérebro interpreta certas emanações de partículas que se desprendem dos objetos e são conduzidas pelo ar até nossas narinas.

É possível afirmar que os cheiros só existem porque nós (e muitos outros seres vivos) temos narinas ou órgãos olfativos complexos, pois os aromas de flores, por exemplo, não existem por si mesmos: eles são apenas a forma como o sentido do olfato capta as partículas do ar.

Essas partículas provocam uma impressão em nossas narinas que são traduzidas pelo nosso cérebro como aquilo que conhecemos como “cheiros” ou “odores”. Ou seja: o cheiro, aroma ou odor é uma impressão captada no ambiente e reinterpretada pelo nosso cérebro.

Então, como pode ser possível alguém captar esses odores que viriam do plano espiritual?

Para compreender esse ponto é preciso saber que os espíritos emanam pela sua própria “mente espiritual” a vibração do cheiro que eles se acostumaram a sentir durante o período em que estavam encarnados. Isso se dá principalmente com os cheiros que marcaram muito sua vida na Terra, da qual ainda trazem muitas memórias, apegos e até mesmo vícios profundos.

Por exemplo: um fumante sentiu e conviveu com o cheiro de cigarro durante boa parte de sua vida. Por esse motivo, o odor do tabaco é algo que ele lembra a todo momento, não apenas por ter sentido esse cheiro durante boa parte da encarnação, mas principalmente por estar ainda apegado ao cigarro, dependente dele, e por isso sua consciência está ainda fixada nesse vício; ele ainda se encontra preso ao desejo de fumar e continuar fumando, mesmo que já esteja em outro plano.

Por conta disso, ele irradia à sua volta não o cheiro do cigarro, mas a vibração do cigarro, vibração esta que quando chega no plano material é interpretada pela nossa mente como sendo o próprio cheiro do cigarro.

Mediunidade olfativa: o cheiro que vem "do nada" 1

Já que estamos falando do cigarro, um dos odores que mais as pessoas relatam sentir é justamente o odor do tabaco. Muitos sentem também o odor de álcool e, quando isso ocorre, é muito provável que existam espíritos alcóolatras rodeando a pessoa. Há histórias de Chico Xavier a esse respeito.

Conta-se que Chico Xavier às vezes pegava determinados objetos e os magnetizava. Quando as pessoas próximas pegavam no objeto, sentiam nele aromas de rosas, que exalavam por todo o ambiente, deixando as pessoas maravilhadas com esse misterioso fenômeno. Algumas pessoas relatavam que, após segurarem alguns segundos nas mãos de Chico Xavier, suas mãos ficavam impregnadas com o perfume de rosas.

Se é verdade ou não que Chico Xavier possuía esse dom de aromatizar ambientes e objetos com perfume de rosas não sabemos, mas muitas pessoas contam casos semelhantes sobre esse fenômeno.

Dito isso, decidimos criar uma lista dos cheiros espirituais mais comuns e seus significados. Essa lista não deve ser encarada de forma definitiva, como um guia infalível para explicar todos os casos. É apenas uma referência para nossos estudos, a fim de oferecer certas indicações e sinais das presenças espirituais que podem estar nos rodeando.

Assim, os cheiros que parecem ser os mais comuns na mediunidade olfativa são:

1 – Cheiro de cigarro

Muito provável que odores de tabaco sejam provenientes de desencarnados que fumaram durante boa parte da encarnação e ainda sentem falta do tabaco. São espíritos que podem experimentar grande sofrimento e angústia por sua dependência, que ainda persiste até hoje.

2 – Cheiro de álcool

Muito comum em desencarnados que durante suas vidas foram alcóolatras, pessoas que viveram na boêmia, em bares e envolvidas com jogos de azar diversos. É muito comum ver espíritos de alcóolatras ainda presos à Terra utilizando os corpos materiais de pessoas vulneráveis à obsessão para assim usufruírem dos prazeres da bebida. Eles influenciam o encarnado a beber e conseguem experimentar a sensação do álcool através deles.

3 – Cheiro de enxofre

É comum em espíritos inferiores, provavelmente ligados em consciência ao umbral, onde expiam suas faltas, seu ódio e seus crimes contra a humanidade.

4 – Cheiro de comida

O aroma dos alimentos não é muito comum de ser sentido. Mas em casos raros pode ter como causa espíritos que durante a encarnação eram muito apegados à comida e por isso ainda exalam odores dos alimentos. Esse tipo de cheiro é mais comum em espíritos inferiores, ainda aprisionados em paixões inferiores e desejos por certos alimentos, sendo o mais comum a carne bovina, suína e o frango.

5 – Cheiro de velas e incensos

É comum a espíritos que foram pessoas religiosas, espíritos que devotaram boa parte de encarnação às práticas espirituais, de forma positiva ou de forma dogmática e ortodoxa. Pode vir de espíritos de padres, monges, frades, freiras, sacerdotes, etc. Tanto pode ser algo positivo ou negativo.

6 – Cheiro de fumaça

Pode ser proveniente de desencarnados que morreram queimados ou em acidentes diversos como: em carros, motos, ônibus, barcos, enfim, que envolveram fogo e queima de combustíveis. Podem também ter desencarnado num incêndio de menor ou maior porte.

7 – Cheiro de urina ou fezes

Comum em espíritos que morreram muito idosos e precisavam de cuidados especiais. Esses espíritos podem ter permanecido com seu corpo astral impregnado com esses odores por muitas vezes não conseguirem controlar suas necessidades fisiológicas, vindo muitas vezes a urinar ou defecar em si mesmos ou em fraudas geriátricas. Os espíritos que ainda não se despojaram do trauma do envelhecimento associado à doença podem manifestar esses odores.

8 – Cheiro de perfumes diversos

Pode indicar a presença de um desencarnado que durante a vida fez uso frequente desse perfume. Esse fenômeno pode indicar a presença de um espírito de amigos ou familiares que irradiam certos aromas pelos quais eram conhecidos para sinalizar sua proximidade dos encarnados, ou de forma inconsciente, por estarem presos à Terra e ligados a uma pessoa.

9 – Aromas de flores diversas

O cheiro de rosas parece ser o mais comum, mas também é possível perceber aromas de outras flores, como lírios, laranjeiras, lavanda, jasmin, dentre outros. Os aromas florais geralmente indicam presenças de seres luminosos próximos a nós. Muitas vezes podem sinalizar a presença de um espírito mais adiantado, que se encontra a serviço de Deus para nos ajudar em diversos aspectos.

Nossos mentores ou Guias espirituais podem se apresentar algumas vezes com aromas de flores a fim de que possamos identificar que estão próximos, nos auxiliando em nossa elevação espiritual dentro das provações da existência material.

Geralmente se costuma fazer uma associação entre os aromas agradáveis (eflúvios aromáticos, perfumes de flores, essências de ervas, aromas diversos), como estando relacionados com a presença de espíritos de luz, espíritos elevados, mentores, Guias espirituais, espíritos afeitos a nós, etc.

Por outro lado, os odores desagradáveis, fedidos, pestilentos, pesados, abafados, associados à presença de espíritos trevosos, obscuros, umbralinos, etc. Enfim, ainda há muito a ser desvendado sobre os mistérios da mediunidade olfativa.


NOTA DO UMBANDA EU CURTO

O artigo acima sobre mediunidade olfativa foi escrito por Hugo Lapa e publicado no grupo privado Unidos Pela Fé na Umbanda, no Facebook. Embora não tenha uma ligação específica com a Umbanda, trata-se de uma manifestação espiritual com muitos relatos similares pelos umbandistas, daí a nossa publicação. Se você sentir algum dos cheiros aqui descritos, converse os Guias nos Terreiros durante as Giras que eles saberão indicar as melhores soluções. Se o odor for persistente, faça uma oração ao Guia ou Orixá que lhe vier à mente, peça encaminhamento à possível alma próxima a você e confie. Tudo e todos no mundo espiritual seguem pelo caminho da evolução e assim deverá ser com estes espíritos aqui descritos.

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