Sincretismo: se é Santo, é Orixá!

Sincretismo é um tema que precisa ser abordado.

Afinal, o que é sincretismo?

Sincretismo é a fusão de uma ou mais crenças mantendo os traços de suas origens, fenômeno que acontece na Umbanda, no Catimbó, na Jurema, Candomblé de Caboclo, entre outros.

Entretanto, essa prática nasceu no período da escravidão no Brasil, quando os negros cultuavam os Orixás e eram duramente repreendidos por seus “senhores”.
Assim sendo, a prática do Candomblé e da Capoeira eram crimes puníveis com chicoteamento, prisão, enforcamento e, em casos mais severos, até a fogueira.

Dessa forma, não se podia cultuar os Orixás.
Mas também não era admitido que os negros entrassem nas igrejas junto com os brancos, o que fez com que os escravos fossem forçados a criar igrejas próprias, mais simples, onde rezariam e salvariam suas almas “pecaminosas”.

Portanto, tudo começou aí, nos casebres feitos de barro de Nanã, moldado nas coxas, enfeitados de folhas e flores que a religião encontrava sua forma de resistência.
Afinal, Sinhá batia se rezasse pra Iemanjá…
Mas ficava muito feliz se negra rezasse para Nossa Senhora da Conceição.

Igualmente, batia no moleque que brincasse de ser guerreiro, como Ogum…
Mas se sentia aliviada em vê-lo interpretar São Jorge a matar o dragão.

E foi assim que negro se tornou branco, sem deixar de ser negro!

Os Orixás, Nkisis, Voduns, deuses dos Yorubás, Nagôs, Jêjes, etc., encontraram uma forma de sobreviver ao preconceito, à chibata, à dor, ao sofrimento.

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Mas, se era uma forma de opressão, ainda é cultuado?

Já evoluímos, graças a Olorum, nesse sentido.

Afinal, a escravidão se foi e hoje o brasileiro pode escolher o que quer ser.

O sincretismo existe sim e não tem problema nenhum com isso.

Afinal, a Umbanda compreende que qualquer espírito de luz que busque a evolução é bem vindo na jornada de qualquer um de nós, encarnados!

Aliás, a Umbanda nasceu com essa proposta de comunhão entre espíritos discriminados que buscavam evoluir pela caridade e os encarnados (médiuns).

Temos que acabar com esses preconceitos internos de limitar a espiritualidade e os Guias nessa ou naquela doutrina porque assim o concebemos.

Repito o que ouvi uma vez um Caboclo falar:

“Orixá, Santo, Caboclo, espírito não trabalha com religião!
Religião foi feita pros encarnados encontrarem Deus nos seus vários entendimentos.
Espírito trabalha com espiritualidade, e essa, fio, vai além dos limites filosóficos que vocês impõem à nós!”

Então, os santos católicos e os Orixás são os mesmos? Jesus é Oxalá?!

Não, não são.

Sincretismo: se é Santo, é Orixá!

Jesus é Jesus e Oxalá é Oxalá, até onde sabemos.
Jesus é Jesus e Oxalá é Oxalá, dois espíritos que serviram ao Órum (Terra) com missões diferentes, vindo Jesus para instruir os homens e Oxalá o criador de todas as coisas.

Então, não tem problema ser umbandista e admirar, crer, respeitar, amar Jesus amando Oxalá.
Afinal, os dois serviram aos propósitos de Olorum.

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E é isso mesmo: temos que amar, apenas! Sem preconceito!
Se sentirmos vontade de amar, e essa for nobre e fiel às leis divinas, Amem!

Ok, irmão. Então não tem problema de ser umbandista e amar Santa Bárbara e mamãe Iansã, né?!

Sem problema nenhum!
As duas vão amar esse sentimento bom que surge de você e sua aura energética agradece os bons pensamentos!
Amor nunca é demais, nem para nós encarnados, nem para eles no Órum!

Salve todos os Orixás, todos os santos, todos os espíritos de luz que nos guiam e iluminam! Axé!

Salve o sincretismo!

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