Maria Mulambo fala sobre os obsessores

Maria Mulambo é Pombagira sempre presente em grande parte dos Terreiros de Umbanda por todo o Brasil. Aqui, neste texto publicado originalmente pela página Pombo Giras, uma breve história se destaca.

Acompanhe!

Uma dia um médium perguntou para Maria Mulambo:

“Mulambo, a Senhora é um daqueles espíritos que incorpora nas pessoas dentro de certas igrejas?”

Eis sua resposta:

Dentro do culto em uma igreja eles invocam tanto, mas tanto o negativo… Chamam por coisas obscuras, energias densas. E como todo lugar tem médiuns, dentro de uma igreja com muita gente não é diferente. Lá existe médiuns e como ele nem sabem disso acabam dando passagem para essas energias negativas que eles mesmo evocam.

Eu nunca vi um lugar pra chamar tanto o Diabo como nessas tal igrejas!

Enganado eles estão achando que Exu e Pombagira é demônio, capiroto, coisa ruim… Esses obsessores que eles chamam gostam disso. Eles não sabem distinguir o que é um espírito comprometido com as Leis Cármicas e um espírito sem doutrina. Aí acham que é tudo a mesma coisa.

Coitados né, tão inocentes… Traem a mulher colocam a culpa no coitado do Zé Pelintra; traem o homem e colocam a culpa na pobre da Pombagira; arrumam confusão com os vizinhos e colocam a culpa no pobre do Exu… Nunca querem assumir suas falhas, seus erros. É mais fácil culpar um espírito.

Por isso eu digo:

Na porta de certas igrejas existem mais espíritos obsessores do que na porta de um Terreiro.

Sabe porque isso? Eles mesmos alimentam essa energia.

É moço! Você acha que é quem que encaminha esses espíritos para seus devidos lugares? Somos nós, as Pombagiras, os Exus, os Caboclos, os Pretos Velhos.

Eu, Maria Mulambo, tenho mais o que fazer do que ficar baixando em igreja! Meu trabalho é encaminhar os obsessores que eles invocam…

Deixa eles pensarem que eu sou coisa ruim, pois eu de ruim não tenho nada. E olha que ainda ajudo eles encaminhando as coisas negativas que eles evocam.

Sou Exu! Sou Pombagira Maria Mulambo! E eles são apenas crianças perdidas.