Consciência durante a incorporação na Umbanda

A consciência é, atualmente, um das mais frequentes razões de dúvida e confusão entre os médiuns iniciantes.

Muitos ainda alimentam a ilusão de que um dia sofrerão um apagão e de que seu corpo estará totalmente dominado pela entidade. E quando passam pelas primeiras experiências na mediunidade, em que apesar do que sentem no momento, observam e escutam a tudo, acreditam que alguma coisa está errada.

O primeiro ponto é entender que não há nenhum problema com a consciência.

A consciência não é negativa, ao contrário, quando trabalhada com responsabilidade torna-se fonte de grande aprendizado para o médium. É normal da mente pensar, observar, raciocinar. Ela, naturalmente, resiste ao controle. Para que se aprenda a manter-se passivo diante das atividades da entidade, exige-se treino e tempo. Veja bem, se existe o desenvolvimento mediúnico, é por um bom motivo.

Quando se é novo no caminho da mediunidade você ainda possui a liberdade de errar.

Não tema, neste período, dar vazão aos impulsos que sente. O seu discernimento está a amadurecer, e por esta razão possui a dificuldade de distinguir o que é seu e o que é da entidade. Deixe fluir, com tranquilidade e bom senso. Você está ali para aprender, não precisa provar nada.

Na fase de desenvolvimento mediúnico, você sente o impulso para algum movimento ou palavra, percebe que o guia deseja passar alguma coisa.

Você age, neste momento, como um intermediário, uma espécie de tradutor dos comandos mentais da entidade. No entanto, isto é temporário. Com o amadurecimento de sua mediunidade, o processo será instantâneo. Não haverá mais intermediação, a entidade fará o que precisa e pronto.

É importante não permitir a insegurança e o medo travar a sua manifestação.

Não bloqueie os movimentos e nem palavras. Mesmo que alguns equívocos sejam cometidos, a experiência será necessária para você desenvolver os laços com os Guias. Confie, caso precise de algum pequeno ajuste, o dirigente te orientará tranquilamente.

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Aprofunde-se no autoconhecimento.

Conheça o que habita sua alma, os sentimentos, pensamentos, memórias, medos e desejos ali guardados. Este entendimento de si mesmo te fornecerá as bases para distinguir o que é da entidade e o que é apenas uma projeção dos seus próprios valores.

Não se apegue à movimentos corporais, nem trejeitos, nem paramentos.

O importante é o que sente. Se a energia é leve e suave, tudo bem. Há força no sutil. O Guia não precisa fazer seu corpo tremer por inteiro para você acreditar que ele está presente. A fé é fundamental neste processo.

Saiba, o médium não é um simples aparelho.

Tudo o que ele é, de alguma maneira, estará presente na incorporação. Mesmo para aqueles que se consideram inconscientes. Lembrar do que houve durante o exercício da mediunidade não é nenhum mal, apenas a maneira como a espiritualidade superior decidiu manifestar-se nos tempos atuais.

A espiritualidade é sábia, para tudo o que faz, possui um bom motivo.

Não foi você quem escolheu o tipo de mediunidade que hoje carrega, mas sim as altas hierarquias do mundo espiritual. Se você descobriu-se médium consciente ou mesmo médium semiconsciente, agradeça.Ela será uma bênção na sua vida.

Para que a caridade aconteça, é secundário se você lembra ou não do aconteceu durante o momento da incorporação. Basta o bom caráter e o coração disposto ao bem.

O restante, no momento correto aparecerá em seu caminho.