Umbanda Eu Curto
Criada no dia 4 de outubro de 2011, a fanpage Umbanda Eu Curto nasceu da necessidade de criar uma linguagem atual para dialogar com todos os públicos interessados em conhecer mais sobre a Umbanda, suas origens, ensinamentos e práticas. Do crescente número de fãs na rede social, surgiu a necessidade de expandir a iniciativa, o que levou à criação de um portal na internet para oferecer diversas formas de interação, participação e compartilhamento de informações.
Alexandre Negrini Turina, jornalista e sociólogo, e Daniel Marques, publicitário, são os responsáveis pela administração, coordenação e geração de conteúdos para a fan page, perfis sociais e para o portal na internet.
Em 2019 surge o Instituto Cultural Umbanda Eu Curto – CNPJ: 34.999.860/0001-45, oferecendo assim segurança jurídica aos parceiros, colaboradores e anunciantes.
Missão
Nosso objetivo é reunir e compartilhar conhecimentos sobre a Umbanda, promovendo ensinamentos e práticas, sem gradação ou julgamento de valores com relação às demais religiões, agregando e gerando conteúdos.
Dar visibilidade aos produtores de conteúdo, Tendas, Terreiros, Centros e Associações devidamente legalizados que encabeçam trabalhos reconhecidamente corretos também é nosso alvo, assim como estabelecer parcerias duradouras e segmentadas com empresas e pessoas que possam agregar valor à prática e divulgação da Umbanda.
O que é Umbanda para o Umbanda Eu Curto
A Umbanda espelha muito da mistura de povos tipicamente brasileira. Isso porque ela surgiu a partir da influência de religiões e crenças africanas, indígenas e europeias, formando algo único.
É por isso que, na Umbanda, encontramos historicamente o sincretismo entre Orixás, a presença de Jesus Cristo, Nossa Senhora e até santos católicos. A religião também é influenciada em preceitos do espiritismo e da mediunidade de incorporação, além de se apoiar em conhecimentos sobre ervas, tanto as nativas quanto as de outras origens – como por exemplo o uso da arruda para afastar o mau-olhado, uma prática que remonta à Grécia Antiga.
Assim, a Umbanda é fortemente entrelaçada com diversas outras crenças religiosas de conhecimento popular como a prática do benzimento e a Jurema Sagrada. Se é difícil saber até onde vão os saberes da Umbanda, uma coisa ao menos é certa: Umbanda não adora o diabo (nem reconhece sua figura normalmente descrita pelas religiões cristãs).
Do boca-a-boca e da ausência de um livro sagrado único, surgiram diversas Linhas de Umbanda, como a Umbanda Sagrada, a Umbanda Omolocô, a Umbanda Kardecista, entre outras.
Na prática, cada terreiro é livre para que sua Mãe ou seu Pai de Santo dê ênfase à vertente de sua preferência. Afinal, o que ajuda a Umbanda a perdurar ao longo do tempo não é a rigidez doutrinária, mas sua capacidade de acolhimento, flexibilidade e tolerância.
Essa essência se reflete na manifestação de seus Guias espirituais, espíritos de pessoas que foram marginalizadas e invisibilizadas pela sociedade como pessoas negras escravizadas, mestiços, trabalhadores braçais, idosos, crianças, até aqueles que não se adequavam a padrões sociais e foram rotulados como malandros e prostitutas.
Para quem busca atendimento, o acolhimento na Umbanda fica nítido na sua acessibilidade: não há necessidade de uma iniciação formal; todos são bem-vindos no terreiro.
Assim, chegamos à pergunta: “A Umbanda pode ser praticada em casa?”
E a resposta é: “Por que não poderia?” Essa religião, composta por tantos saberes, não só pode como deve ser vivenciada no lar. Isso é possível por meio de diversos rituais e práticas voltados à mentalização e à intenção do bem-estar, sem a necessidade de técnicas de incorporação. Potencializar a fé de cada um é um objetivo central.
São esses saberes mais acessíveis da Umbanda popular, “pé no chão” que o Umbanda Eu Curto procura disseminar no meio virtual desde 2011.