Umbanda é igualdade (e deveria ser sempre assim)

Umbanda é igualdade desde o início. Mas infelizmente vemos em diversas partes do Brasil e do mundo inúmeros casos de racismo, homofobia e diversos outros nomes dados às formas de agressão criadas para identificar a agressão ao “diferente”.

Esquecemos que não somos pretos, nem brancos ou amarelos: somos espíritos e estamos provisoriamente neste corpo e nesta condição que Deus (Olorum) nos deu. Assim como o Criador nos deu o livre-arbítrio para fazermos de nossa vida o que bem entendermos e a nossa religião nos ensina que não existe um “Deus punidor” como aprendemos em nossa cultura cristã, devemos colher o que plantamos através do nosso livre-arbítrio; e Deus não tem nada a ver com isso, é responsabilidade de cada um de nós.

É como disse o mestre Jesus:

“Fechar os olhos para a casa de seus vizinhos, fechar a boca para não murmurar a quem quer que seja e pensar em Deus que assim a paz entrará na sua casa.”

Muitos então podem se perguntar por que um texto falando de racismo e diferenças? Podemos citar inúmeros motivos, sendo que o primeiro deles é que a Umbanda nasceu devido aos espíritos de índios e pretos escravos que não eram bem vindos no Espiritismo elitista daquela época.

Outro motivo muito forte é porque nós umbandistas sentimos na pele o preconceito no olhar de muitos quando respondemos qual é a nossa religião. Muitos nem falam sobre isso no trabalho, pois temem perder o emprego por preconceito (quando o chefe alega outro motivo). Enfim, todos nós já ouvimos diversos casos desta natureza, portanto podemos ter o mínimo de ideia do que passam nossos irmãos e irmãs que a nossa sociedade considera como “diferentes”.

Umbanda é igualdade. Se amamos a nossa religião precisamos seguir os exemplos dos Guias. Vocês já viram algum Guia deixar de atender ou tratar com carinho e atenção algum consulente somente por ser evangélico, católico, candomblecista, preto, branco, amarelo ou gay?

Claro que não! Eles tratam todos como filhos e jamais vão ouvi-losfalando mal da religião do outro, pelo contrário: eles vão falar que onde existe Deus existe amor.

Na Umbanda aprendemos a reverenciar e pedir a benção para o índio e para o preto, mas de que adianta se na rua agredimos nossos irmãos que são diferentes de nós?

Lembrando sempre que os Guias são espíritos e poderiam se apresentar como quisessem, mais se apresentam com esses arquétipos de Caboclos e Preto Velhos, pois só sua manifestação já é uma grande lição de igualdade e humildade para nos encarnados. Umbanda é igualdade até mesmo neste aspecto.

Quando o mestre Jesus disse que deveríamos “Amar ao próximo como a si mesmo”, esse mandamento revela vários significados como: respeitar o próximo, perdoar do fundo do coração quem te fez mal, não desejar o mal para quem quer que seja. Tudo isso é amor (e onde existe amor existe Deus).

Nós umbandistas não temos a pretensão de ser melhores do que ninguém. Como nossos Guias ensinam, essas comparações não existem. Temos que ser melhores que nós mesmos, sempre nos superando.

Para isso convidamos todos a refletirem sobre esse texto. Vamos nos policiar para tratar todos com respeito e enxergar em cada um apenas um irmão ou irmã que possui uma alma como a nossa e está aqui para aprender e evoluir nesse plano material.

Se quisermos transformar o mundo, deixar um mundo melhor para nosso filhos e para as próximas gerações, essa mudança precisa começar dentro de cada de um de nós.

Umbanda é igualdade, e que Oxalá nos abençoe e ajude a cada um de nós a fazermos nossa parte para tornarmos o mundo cada dia melhor.

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