Samambaia – Dia 37 – Erveirança 5.0

Samambaia é a nossa 7ª erva. Mais um dia de Erveirança, mais um dia de conhecimento, mais um dia de gratidão ao Mistério Vegetal!

Falta pouco agora e já sei de antemão que vou sentir falta deste contato diário com vocês… Mas vamos em frente!

Dia 37 – Erva 37

Samambaia de Barranco – Dicranopteris pectinata (Willd.) Underw.

Samambaia do Brejo, de Caboclo – Blechnum brasiliense Desv.
Renda Portuguesa – Davallia fejeensis Hook.
Xaxim Samambaiaçu, feto – Dicksonia sellowiana Hook.
Paulistinha, rabo de gato – Nephrolepis pectinata (Willd.) Schott
Samambaia amarela, caboclo – Nephrolepis multiflora (Roxb.) F.M.
Samambaia americana – Nephrolepis exaltata (L.) Schott.
Metro – Nephrolepis cordifolia (L.) C. Presl

E mais dezenas de outras de outros tipos!

Estima-se que quando os dinossauros passearam por aqui, as Samambaias já estavam no planeta há alguns séculos!

É praticamente obrigatório citar as samambaias quando falamos do uso ritualístico de ervas. Uma enorme variedade é encontrada na flora brasileira e praticamente todas tem uso garantido nos banhos e defumações.

Entre os mitos que encontramos, cito um que ouvi numa rádio famosa aqui de São Paulo, a comunicadora pedia para o ouvinte tirar as Samambaias que tinha em casa pois estavam levando a prosperidade dele embora… Ouvi isso estupefato!

Militei mais de vinte anos no mundo corporativo e se tem uma coisa que aprendi é que o que leva a prosperidade embora é desorganização, é gastar mais do que se ganha, é falta de controle financeiro…

Isso sim leva à perda de dinheiro, e não a presença da “pobre” planta que naquele momento era a culpada pelo desequilíbrio de um humano.

Contrapondo a lenda, são poderosas ervas de expansão, crescimento e atratoras de sorte!

Independentemente do tipo, essa poderosa erva também energizadora, pode ser encontrada espontânea ou cultivada em vasos e xaxins, esse último também de origem em um desses exemplares.

Gradativamente os xaxins originais, feitos de Samambaiaçu, foram sendo substituídos pela fibra de coco e outros elementos, pois se encontra perto da extinção.

Erva MORNA ou EQUILIBRADORA, segundo o sistema de classificação do Erveiro, é usadas nos clássicos banhos e amacis e ainda enfeitam os terreiros e os iniciados em dias de coroação, iniciação e os demais ritos de passagem.

Para os sacerdotes, uma função poderosa dessa erva nos terreiros é, por meio do uso dos seus ramos e folhas, energizar os altares, imagens e elementos de assentamentos.

Separa-se as folhas de Samambaia em um cesto ou bacia, associa-se pétalas de Rosas brancas e consagra-se esse preparo ao Pai Criador, Mãe Natureza, Poderes Divinos e Forças Naturais, aos Sagrados Pais e Mães Orixás, ao Sagrado Mistério Vegetal, e deixa iluminado por sete velas verdes até queimarem pela metade.

Acrescenta-se pó de pemba e espalha-se essas folhas em todo o congá (altar), deixando-as por pelo menos um dia inteiro.

É comum os guias espirituais fazem esse procedimento durante uma gira de Umbanda, dispensando o tempo das velas queimando, e acrescentando outros elementos do seu trabalho e do seu “axé” às folhas.

É importante para o sacerdote que conheça o procedimento, e mais importante ainda é que ouça seus guias espirituais para que possa usar a criatividade de oferecer os elementos necessários para que eles, através da mediunidade, possam realizar no terreiro o que é preciso, seja para descarga, para proteção, energização, força, etc.

As Samambaias, especialmente a Samambaia-de-Caboclo, respeitando as condição regionais, são associadas ao Mistério Caboclo na Umbanda.

Além de tudo que dissemos, forrar o chão ou uma esteira com folhas de Samambaia, tanto para a preparação de médiuns como para rituais de cura espiritual, é pratica de muito beneficio energético.

Podemos usar a samambaia para todas as vibrações de Orixá, mas é predominante a força viva de Pais Oxóssi e Ogum e Mamãe Iansã.

Força, dedicação, atenção, foco, fé! Juntos e organizados somos mais fortes!

Gratidão de sempre!