Rosas – Dia 7 – Erveirança 5.0

Rosas, sim, hoje é dia de rosas!

“Sempre fica perfume na mão de quem oferece Rosas”. Por isso, hoje, faltando 44 dias para meu aniversário de 50 anos, é das Rosas que vamos falar. Sinta o perfume!

Dia 7 – Erva 7

Rosa Branca e outras Rosas – Rosa centifolia L.

Quem nunca ouviu “Na cabeça, só Rosa Branca!”, não sabe o que é um dos aforismos mais comuns em todos os Terreiros do mundo.

Definitivamente, a Rosa Branca é a mais usada nos banhos e defumações tanto na nossa Umbanda, quanto em diversos outros meios místicos. Mas quero falar de todas!

Nome próprio, nome de planta, de sociedades secretas e discretas, bela e cheirosa, de tantos poderes e significados simbólicos, desde o “silêncio” que a recebeu como presente na lenda de Eros, passando por Afrodite, que as tinha como preferidas – símbolo do amor, e ainda na culinária turca e libanesa.

Na Ásia e no Oriente, estudiosos da arqueologia encontraram exemplares fósseis com mais de 30 milhões de anos!

Surgida na Pérsia e disseminada pelo mundo todo, a Rosa tem participado de rituais mágicos e terapêuticos ao longo da história, nominando de si até uma parte da paleta de cores entre o magenta e o vermelho.

Mas são mais de uma centena de espécies, contando com seus cruzamentos, e milhares de tons e nuances. Então, é praticamente impossível definir um número exato de cores disponíveis mundo afora.

Para nós, simplesmente Rosa! E se, de acordo com o poeta, “As Rosas não Falam”, para nós, elas dizem muito. Ou “Pra não dizer que não falei das flores”, fazendo jus à sua importância para o nosso universo simples e objetivo de magia natural. Afinal, somos pétalas da grande flor da criação!

As flores são a parte conceptiva da planta, portanto, podemos afirmar que todas as rosas são de Oxum! Suas variadas cores as qualificam, como um presente da natureza aos outros Orixás.

Desprovidas de caule e espinhos, as pétalas de Rosa Branca são oferendas perfeitas à beira-mar, para nossa amada Mãe Iemanjá, se oferecidas à uma onda que venha carinhosamente colhê-las das nossas mãos em concha e levá-las às mãos da Rainha da Coroa Estrelada, Mãe da Vida.

Já as pétalas cor-de-rosa e amarelas podem ser oferecidas às águas da cachoeira ou na beira de um rio, em honra à nossa Sagrada Mãe do Amor, a bela Orixá Oxum.

As poderosas Rosas Vermelhas também são de Mãe Oxum, mas em seu aspecto magneticamente negativo, são manipuladas com excelência energética vibratória pelas incríveis Senhoras Pombagiras.

Energeticamente, as Brancas têm uma função única: ajudam a mente e o coração a conversarem e se entenderem, encontrando um caminho bom para o racional e o emocional.

Por isso, é tão importante para os médiuns em desenvolvimento e, também por esse motivo, entra nos amacis e preparos na vibração de Pai Oxalá, que tem nessa energia de amor, solo fértil para germinar a fé.

Conhecida também por sua capacidade acalmadora do espírito, é associada ao desenvolvimento das faculdades psíquicas, purificando com leveza os chacras, principalmente coronal, frontal e cardíaco, iluminando-os e carregando-os com energias salutares, propiciando assim uma excelente conexão com o plano espiritual.

Um Orixá se serve do mistério de outro para se realizar. Mistérios da criação, unigênitos em si, mas nunca dissociados ou isolados uns dos outros.

Então, Rosas Brancas para Iemanjá e Oxalá, mas também para todos os Orixás. Rosas Amarelas para Oxum, Iansã e para quem mais você quiser oferecer de coração. Rosas Vermelhas para as Senhoras Pombagiras, mas se oferecidas na praia em pedidos para que Mãe Iemanjá “estimule” a vida, são fascinantes.

Basta pensar com liberdade e bom senso, com criatividade e responsabilidade e encontraremos facilmente os Mistérios de Deus em cada detalhe da Criação.

As Rosas são presença obrigatória nos nossos altares, mas também são muito bem-vindas em nossas casas como verdadeiros filtros energéticos, e irradiadores de paz e harmonia.

Que usemos as Rosas, todas as Rosas, inclusive as cor de rosas!