Pinhão-Roxo – Dia 10 – Erveirança 5.0

Chegamos ao 10º dia e hoje trago uma das minhas ervas de “cabeceira”! É mais um capítulo da série Erveirança 5.0!

Dia 10 – Erva 10

Pinhão-Roxo – Jatropha gossypiifolia L.

Nem toda planta de folhas ou flores roxas são de Omulu. Nem todas as folhas em formato de espada ou lança são de Ogum, assim como é primário afirmar que todo vegetal que tem forma parecida com coração é de Oxum. Mas há uma probabilidade dessas características definirem pelo menos uma das vibrações que colocam a erva em questão na faixa frequencial do Orixá.

Vale lembrar que os Mistérios da Criação nos são desdobrados conforme nossa necessidade e oportunidade, de acordo com o que podemos aprender naquele momento.

Desde que se fala sobre Umbanda de forma escrita – em 1941, quando aconteceu o primeiro congresso -, cada ramificação definiu as sete linhas de acordo com seu ponto de vista.

Mais recentemente, com o surgimento de uma nova teologia trazida por Pai Benedito de Aruanda, entre outros Mestres, por meio da mediunidade do nosso saudoso Pai Rubens Saraceni, estabeleceu-se o culto direto a quatorze Orixás, ou Sete Tronos de Deus, polarizados em magnetismo e gênero, ou seja, um Pai e uma Mãe assentados em cada Trono, e ainda a visão de que Exu, Pombagira e Mirins são Orixás. Enfim, a partir dessa visão definimos um número de Divindades da Criação.

Mas se observarmos por outros ângulos de visão, teremos números maiores ou menores dessas mesmas potências criadoras. E quem está certo? Todos! Cada um interpreta da sua forma, a partir do seu conjunto de conhecimentos, habilidade e sua vivência.

Então, quando uma erva é atribuída diretamente a um Orixá, deve-se levar em consideração o segmento ou o ponto de vista de quem fez essa atribuição. Por isso, colocamos as ervas em seu lugar energético, magnético e vibratório, pois assim cada um com sua experiência pessoal pode atribui-la às Divindades de acordo com sua relação análoga às energias.

Nossa poderosa ERVA QUENTE OU AGRESSIVA hoje é o Pinhão-Roxo, que traz a cor no próprio nome e a atribui diretamente a Pai Omulu. Esta incrível prima-irmã da Mamona é uma das mais utilizadas nos campos de magia natural, benzimentos, rezações, feitiços do bem e de outras opções, conhecida desde as regiões Norte e Nordeste até o Sudeste, principalmente. Como adora o calor, é um pouco mais difícil de ser cultivada no Sul do país, mesmo assim, com alguma insistência e dedicação, durante os períodos mais quentes, é possível tê-la plantada e consagrada a Pai Omulu e Mãe Iansã, como protetora da casa e da família.

No inverno, suas folhas, que não suportam o frio, caem restando apenas o caule. Mas no início das estações mais quentes volta à vida com folhas novas.

A falta de conhecimento acerca das Divindades e seus campos de ação aliado às escolhas pessoais de alguns poucos, fizeram com que o Pinhão-Roxo fosse também usado em práticas contrárias ao bem estar, principalmente pela sua cor e toxidade, que lhe garantem essa capacidade agressiva.

Usada em banhos e defumações, é um interessante consumidor de larvas e miasmas astrais, sendo capaz de engolir mentais negativos conscientes ou não, e magias negativas inteiras com sua energia, assim como seus ativadores e controladores. Excelente para libertação de obsessões que conduzem a vícios em todos os sentidos.

Entra nos preparos de limpeza profunda, desobsessão, anulação e libertação de magias negativas, consumindo-as por completo, sendo uma curadora por excelência. Além dos Orixás citados, também pode ser associada a Pai Ogum e Pai Obaluaiyê, e é manipulada pelos mistérios da Esquerda por sua característica paralisadora de fluxos energéticos negativos.

Nosso incrível Pinhão-Roxo também é conhecido por Jalapa, Pião-Roxo ou Mamoninha entre outros nomes populares. Essa é uma das minhas ervas de “cabeceira”. Queria mais uma dezena de páginas para continuar falando de Pinhão Roxo, mas vamos em frente, que temos muita Erveirança ainda!

Muita gratidão, sempre, sempre!