Para-raio – Dia 12 – Erveirança 5.0

Para-raio é a 12ª erva desta série especial Erveirança 5.0 que você está acompanhando comigo. Já são 12 dias de Erveirança e os resultados não podiam ser melhores!

Vamos em frente!

Dia 12 – Erva 12

Para-raio – Melia azedarach L.

Nas andanças que a gente faz por aí descobre cada coisa… E aquela minha máxima de que “não tem nada mais errado do que achar que o outro está errado”, se afirma em cada uma dessas oportunidades.

Quantas vezes eu, em aulas fora de São Paulo, em especial no Rio Grande do Sul, fui questionado sobre alguma erva e seu nome regional, e disse afirmativamente que não conhecia. Depois, olhando um pouco melhor, descobri que eram plantas comuns para gente e que, chamadas dessa forma somente naquele local, se escondiam de ser identificadas. Isso aconteceu com a trapoeraba, com o alumã e, entre outras, também o cinamomo.

Nossa poderosíssima erva de hoje é o Para-raio. Se escreve para-raios, mas aqui nos referimos a um nome popular, de forma coloquial, então que seja o Para-raio!

Como disse, em algumas regiões é o Cinamomo, Amargoseira, Árvore de Santa Bárbara ou Erva de Santa Bárbara. É muito parecida, por isso importante não confundir com o Neem (Nim), usado como um defensivo natural para plantas, que também é chamado de Amargoseira e até o nome científico é parecido: Neem = Azadirachta indica.

No entanto, essa irmãzinha botânica pode perfeitamente ser usada com as mesmas funções energo-magnéticas da nossa espécie em questão, o Para-raio. Para nós, essa intrigante erva é usada para limpeza energética de modo geral e para forrar o chão dos ambientes religiosos, em processos de limpeza, preparação para assentamentos iniciais e para neutralizar o magnetismo de um local.

No nosso critério de classificação, é uma erva QUENTE OU AGRESSIVA e é usada também em bate-folhas de descarrego e limpeza de casas novas ou recém alugadas, locais onde a energia ambiente percebe-se estagnada. Essa erva proporciona ao ambiente um padrão energético bastante motivador, principalmente para locais onde o ânimo e a boa vontade são imprescindíveis.

De origem oriental, é uma árvore que pode chegar a vinte metros de altura, mas facilmente encontrada por ser interessante para a arborização urbana. Aqui em São Paulo, a encontramos na beirada de alguns rios arteriais na cidade.

Um dos seus nomes populares revela sua conexão com nossa Sagrada Mãe Iansã. Seu caráter desagregador de acúmulos e concentrações negativas a coloca em sintonia fina com os mistérios da Lei Maior e Justiça Divinas, então a associamos também a Ogum, Xangô e Egunitá (Oroiná). E sua intrigante potência de neutralizar, ou trazer de volta ao magnetismo original, a coloca como uma força cristalizadora de Mãe Oyá-Tempo (Logunan).

Observem como algumas ervas permitem essas múltiplas ligações com os Sagrados Orixás e outras divindades mitológicas. Dificilmente encontraremos uma planta exclusiva de uma vibração. É seu padrão energético que determina isso. No mundo vegetal não há personalismo, tudo é de todos, e todos participam de tudo!

Nossas afirmações são fruto de trabalho, trabalho e mais trabalho, nada diferente disso! Use de forma simples, e verá como esse universo se colocará a serviço do bem, para o nosso melhor aproveitamento e evolução.

Gratidão por nos acompanharem até aqui! Vamos em frente que tem mais!

Gratidão imensa e sempre!