Condephaat tomba cinco Terreiros de religiões afro

condephaat

Condephaat tomba centros culturais e casas de culto na cidade de São Paulo e na região metropolitana.

Igualmente, conselho também decidiu registrar o Santuário Nacional da Umbanda como patrimônio cultural imaterial

Assim, o tombamento de cinco Casas de religiões de matriz africana da capital e da região metropolitana de São Paulo foi aprovado em reunião no dia 28 de janeiro.

Portanto, a decisão foi tomada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Também foi determinado o registro do Santuário Nacional da Umbanda, de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, como patrimônio cultural imaterial do Estado.

O que é tombamento

O Tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público com o objetivo de preservar, por intermédio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo que venham a ser destruídos ou descaracterizados.

Afinal, pode ser aplicado aos bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental, quais sejam: fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva.

Assim, o Tombamento é a primeira ação a ser tomada para a preservação dos bens culturais.

Pois, a princípio, impede legalmente a sua destruição. Portanto, no caso de bens culturais, preservar não é só a memória coletiva. Mas todos os esforços e recursos já investidos para sua construção.

LEIA TAMBÉM  Mulheres nos Terreiros de Umbanda e seus desafios

A preservação somente se torna visível para todos quando um bem cultural se encontra em bom estado de conservação, propiciando sua plena utilização.

A saber, o estudo de tombamento foi aberto no ano passado após a criação do grupo do trabalho “Territórios Tradicionais de Matriz Africana Tombados de SP”.

Aliás, os pedidos de tombamento foram originalmente abertos entre 2013 e 2017.
Mas, em 2018, foram reunidos em um processo único.

Assim, a decisão recai especialmente em relação ao perímetro formado pelo lote, incluindo a localização do barracão/Terreiro e das árvores consagradas, por exemplo.

Então, eis os espaços tombados:

  • Terreiro de Candomblé Santa Bárbara, de Brasilândia, na zona norte da capital paulista
  • Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein, de Santo André, no ABC Paulista
  • Centro Cultural Ilê Afro-brasileiro Odé Loreci, de Embu das Artes, na região metropolitana
  • Templo de Culto Sagrado Tatá Pércio do Battistini Ilê Alákétu Asé, em São Bernardo do Campo, no ABC e
  • Centro Cultural Ilê Olá Omi Asé Opo Araka, também de São Bernardo do Campo, no ABC.

Aliás, o Terreiro de Candomblé Santa Bárbara é considerado o primeiro da cidade de São Paulo, sendo datado dos anos 60, quando foi fundado por Julita Lima da Silva, a Mãe Manaundê.

Por outro lado, a Casa de Culto Dambala Kuere-Rho Bessein está instalada em Santo André há mais de 30 anos.

LEIA TAMBÉM  Ayahuasca: daime, chá e benefícios para o cérebro

O espaço tem origem no grupo étnico Ewe/Fon, originário do Benin, na África, sendo um dos pouco com tal característica no País.

Com efeito, o Santuário Nacional da Umbanda faz parte da Reserva Ecológica da Serra do Mar.
Está localizado em terreno de 645 mil metros quadrados em meio à mata nativa.
Em seu site, a instituição se autodenomina de “Meca da umbanda”.

O Santuário é iniciativa de Ronaldo Linares, colaborador dos canais Umbanda Eu Curto.

Antes dos locais citados, apenas o Terreiro Aché Ilé Obá havia sido tombado pelo Condephaat, em 1990.

A saber, fica localizado no Jabaquara, na região sul da capital paulista.

IMAGEMSantuário da Umbanda/Divulgação