Losna – Dia 26 – Erveirança 5.0

Losna é a 26ª erva desta nossa sequência de ervas com muito carinho e conhecimento para todos!

E a nossa Erveirança não pára… E já passamos da metade! Vamos lá! Erva 26!! Ah, e não deixem de ler os textos complementares (bônus)!

Dia 26 – Erva 26

Losna – Artemisia absinthium L.

Se você quiser conhecer e nunca mais se esquecer da Losna, basta colocar algumas folhinhas na boca e mastigá-las com vontade, deixando seu sabor convencer suas papilas gustativas de que a experiência poderia ter sido dispensada!

Brincadeiras à parte, é sim amarga, mas deliciosa – na minha opinião é claro! Seu amargor característico não combina com a dedicação do seu nome à Deusa Grega Ártemis, cuja deferência deu origem ao seu nome botânico “Artemísia”, divindade da caça, protetora da vida selvagem e do saber.

Desse gênero, observam-se diversas espécies, mas com essa característica de sabor e odor, apenas a variedade “absinthium” permanece. Os outros tipo de artemísias são tão incríveis quanto e merecem ser objeto de estudo personalizado, pois gozam de grandeza suficiente para mais páginas e tem seu lugar garantido no nosso herbário ritualístico.

Dessas, destacamos a A. vulgaris e A. camphorata.

Originária da Europa e da Ásia, suas propriedades e características fitoquímicas deram origem a uma bebida que leva seu nome qualificador, o Absinto. Essa clássica bebida foi proibida em diversos países no início do século 20.

A também chamada “fada-verde” foi condenada pela alta graduação alcoólica, por causar rápida dependência, problemas no sistema nervoso e, teoricamente, psicose e alucinações, entre outras doenças, mas principalmente porque ao seu consumo regular foi atribuído o aumento da violência.

Com o passar do tempo, foi-se constatando que não era exatamente a bebida, mas todo um conjunto de fatores, proporcionando condições de ser novamente fabricada. Aqui no Brasil, o absinto voltou a ser comercializado no final do último século.

O conhecimento é libertador. Mesmo sendo o lado negativo de um subproduto dessa planta, acho importante saber os “comos e porquês” da história, pois assim saberemos discernir quando algum desavisado atribuir funções negativas à nossa querida Losna, por superficialidade ou falta de conhecimento mesmo.

Para nós, o que interessa é que essa poderosa erva MORNA OU EQUILIBRADORA faz com justiça seu trabalho nos banhos e defumações aos quais é adicionada.

Entre outras vibrações, as de Mãe Iansã e Pai Oxumaré presentes nessa erva com seus lindos tons de esverdeados e tons de turquesa, espiralando em ondas amarelo-pálidas, tornam-na uma poderosa direcionadora, movimentadora e renovadora de energias de pessoas e ambientes.

É indicada quando se faz necessária energia para tomada de decisões rápidas e precisas, compreensão para mudanças compulsórias e quando precisamos de força e coragem para transformações urgentes.

Nos “amacis” coletivos é usada combinada com ervas de outros Orixás para melhorar a percepção e incorporação mediúnica.

Linda por excelência e exuberância, encanta os nossos jardins e hortas e responde por diversos nomes populares regionais como: Losma, Absinto, Losna-Maior, Acinto, Artemísia, Erva-Amarga, Ambrosia, Amargosa, entre outras.

Se um dia você encontrar um arbusto de Losna, o reverencie, abrace carinhosamente e sinta seu frescor e aroma saudáveis. E, e se tiver coragem, faça o que falamos no primeiro parágrafo, mastigue algumas folhinhas e deixe-a te levar do amargo ao doce sabor da natureza!

Sinta, simplesmente sinta! É magia, é a “fada-verde”, é o poder do simples!

Muita gratidão, caminhos de renovação e consciência para todos nós!