Hortelã – Dia 33 – Erveirança 5.0

Erva 33 pessoal! E esta seria incrível se pudéssemos mostrar também o cheirinho! Mas ainda tem muito mais: serão 50 ervas em 50 dias. E hoje é dia das mentas e hortelãs entre outras.

Dia 33 – Erva 33

Hortelã Comum – Mentha sp.

Hortelã Pimenta – Mentha x piperita L.
Levante – Mentha arvensis L.
Poejo – Mentha pulegium L.

De natureza fresca, picante, adocicada e muito aromática, essa ervinha rasteira é considerada na Europa uma plantinha “promíscua”, pois cruza e se mistura com facilidade com outros tipos. Essa dá trabalho para quem gosta de escrever bastante! São diversos tipos desse gênero, dezenas mesmo, e fica bem difícil escolher de quais falar em poucas linhas.

Para o nosso entendimento , assim como fizemos com o Manjericão e o Boldo, escolhemos quatro tipos clássicos e fáceis de encontrar. Mas que fique claro, há dezenas de tipos de Menta-Hortelã espalhados pelo mundo, com talvez centenas de nomes populares, variando de região para região. Destes, destaco na região amazônica (Manaus-Belém) o nome “Chama”, um dos mais curiosos para identificar as Mentas.

Nome popular não tem dono, por isso é importante prestar atenção no nome científico e na identificação visual correta, para não cairmos no lugar comum dos aforismos “dizem que… ouvi dizer.. ou aqui é assim e conheço dessa forma e ponto final.”

Alguns dos seus nomes populares: Hortelã, Hortelã-comum, Hortelã-pimenta, Menta, Levante, Alevante, Elevante, Poejo, Poejinho, das crianças, Menta-miúda, Chama, Hortelã-branca, Vick, entre outras.

Espécies diferentes do mesmo “gênero” tem formato, textura, cheiro, coloração de folhas e caules diferentes entre si, diversos nomes populares e um sem fim de saberes livres de embasamento científico, mas continuam espécies do mesmo gênero! E nós, baseados nos saberes dos mestres acadêmicos, afirmamos sem medo de errar!

Conhecimento é perturbador e tira do lugar comum, provoca desconforto e faz pensar. Mas assim como as Mentas, incomoda e causa irritação somente nos acomodados.

A origem da palavra Menta deriva de Mintha, que, nos contos mitológicos, remete à ninfa transformada em erva pela deusa grega Persefone, por ciúme de seu marido Hades (o Plutão romano), para que todos pisassem nela.

Seu uso ritualístico, assim como o medicinal, remonta à antiguidade. Os chineses já cultuavam suas propriedades curadoras. Hipócrates, o pai da medicina, considerava-a afrodisíaca e estimulante, e Plínio, o velho filósofo romano, apreciava suas propriedades analgésicas.

Na prática ritualística, todas as Mentas tem a mesma característica energética e vibratória, no entanto há algumas particularidades que devem ser levadas em consideração na hora de escolher qual usar, como a disponibilidade e a facilidade de cultivo, dependendo do tipo e da região.

Nos banhos e defumações, as Mentas são usadas como estimulantes, energizadoras, mantenedoras e estabilizadora da energia vital. Uma excelente erva MORNA OU EQUILIBRADORA, dentro dos nossos critérios de classificação. Benção de Mamãe Natureza para fortalecer o espírito, trazendo ânimo e coragem.

Suas cores energéticas vibrantes e pulsantes se instalam nos corpos espirituais e ali insistem em tirar do lugar comum, movimentar, dar um pontapé no traseiro que empurra para frente! Mas é preciso consciência para querer as transformações, senão, como disse, chega a provocar irritação aos mais acomodados.

Podemos associá-las a todas as vibrações de Pais e Mães Orixás, sempre lembrando que são ervas de ação estimulante, o que requer um pouco de cuidado nos banhos antes de dormir, pois podem te deixar “ligado”.

Da Hortelã Comum (Mentha sp.) temos o cheiro adocicado dos jardins; um verde vibrante, pulsar médio, e conexão com a Fé (Pai Oxalá) e o Saber (Pai Oxóssi), entre outras vibrações.

Hortelã-Pimenta (Mentha x piperita), tem o cheiro e o gosto picante de “bala de menta”. Um macinho encostado no rosto, boca e nariz, e respirado em profundidade já dá ânimo e coragem e clareia os pensamentos.

Do Levante (Mentha arvensis), o aroma rústico da menta selvagem e a capacidade de honrar seu nome mais conhecido, realmente LEVANTA o astral com seu pulsar intenso.

Vibração potencializadora de Pai Ogum!

E do Poejo (Mentha pulegium), o cheiro de casa e remédio de vó! A Mentinha das crianças, consagrada nos xaropes para os pequeninos! Para nós, a estimulante mais leve, desperta para a realidade e traz pé no chão. Pai Oxóssi e Mãe Obá bem presentes nessa vibração.

Em caso de necessidade podemos substituir uma pela outra sem prejuízo do preparo. É muito comum vermos receitas usando Levante ou Poejo que não permitem substituição.

Isso é um mito que pode comprometer o preparo já que algumas dessas ervas respeitam a sua temporada e não são encontradas facilmente o ano todo.

As Mentas estão na nossa memória olfativa! Subjetivamente falam das suas potências, dizem de si em nós, nos convidando a sermos quem devemos ser!

Como sempre digo, queria falar muito mais, faltaram diversas outras Mentas, mas por hora é isso! Melhor conhecer uma erva em profundidade do que ser especialista na superfície de tantas! Vamos em frente, vem mais Erveirança por aí!

Gratidão imensa, ainda e sempre!