Erva de Santa Maria – Dia 23 – Erveirança 5.0

Erva de Santa Maria é a erva do dia. E já estamos chegando na metade da nossa série Erveirança 5.0!

Dia 23 – Erva 23

Erva de Santa Maria – Mentruz – Chenopodium ambrosioides L.

Mentruz, Mastruz, Mastruço, Ambrósia, Erva-Santa, Chá-do-México, Lombrigueira, Cola-Osso, Quenopódio…

E não adianta discutir ou brigar, nome popular é assim mesmo, e quem o usa tem razão sobre ele, não há como negar nada sobre isso!

De qualquer forma que você chamar essa planta em algum lugar do mundo ela será reconhecida, afinal é considerada uma das mais utilizadas entre os remédios da farmacopeia popular, segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde (H. Lorenzi-2002).

Chama a atenção pelo cheiro forte e peculiar, agradável mas não unânime, espontânea e invasora pouco cultivada, mas de relevância ímpar nas hortas, jardins ou terrenos baldios onde cresce sem ser chamada. No mercado de ervas, nas hortas e na linguagem dos mateiros, o nome Mentruz é mais comum e faze-se melhor de entender. Mas para mim, é nome de santa, nome de mãe, nome de Maria.

Mesmo que seu aroma não agrade a todos, é indiscutível que traga aquela recordação de casa de vó para alguns de nós, os nascidos nos últimos trinta a quarenta anos do século passado (nossa parece bastante né rs). É verdadeiramente colo de mãe, de avó, acolhedora e curadora por excelência.

Sua capacidade curativa explícita no uso cotidiano, se oculta no uso ritualístico, exigindo de quem a manipula certa coragem e destreza para colocá-la em funcionamento. Por isso, não é uma erva tão comum nos banhos e defumações, seja na Umbanda ou outros meios místicos.

A Erva de Santa Maria seca e queimada em carvão não libera um perfume tão intenso quanto ela fresca usada em banhos. Sua conexão energética, magnética e vibratória, a remete aos elementos água e terra, portanto sua natural ligação com as Sagradas Mães Aquáticas e também nosso Sagrado Pai Obaluayê. A cura das águas!

Olha só que incrível: a vibração de Papai Obaluayê é terra-água, então um dia essa erva me contou que age como uma profunda curadora, de dentro para fora, com a firmeza da terra e as ondas fluídicas das Divindades das Águas, em conjunto.

Por cura, entendemos as transformações necessárias para se continuar o caminho evolutivo. Muitas vezes somos retidos numa lição da vida, até aprender antes de continuar o caminho, aí encontramos as vibrações de Mãe Nanã, senhora das águas (quase) paradas, os lagos.

Por regeneração, encontramos as águas salgadas de Mamãe Iemanjá, trazendo vida; e por fluidez e renovação, as águas doces e rápidas dos rios e cachoeiras de Mamãe Oxum! Lindo isso, né?

Falo dessas Mães e Pais Orixás com liberdade, para nossa simples compreensão e aqui não com “pegada” teológica, portanto leia com o coração e compreenda com a alma. Para nós, é uma erva FRIA OU ESPECÍFICA, curadora por definição! (Veja mais sobre classificação no texto BÔNUS)

Resumindo a ação da poderosa Erva de Santa Maria: ela é capaz de despertar o curador interno, ou auto-curador que existe em cada um de nós. Na forma principal de banhos, ou benzimentos, faz com que nossos corpos espirituais vibrem frequências curadoras de dentro para fora, como foi dito.

Gosto muito de recomendar Erva de Santa Maria para pessoas doentes, em tratamento longo que requeira paciência e aceitação, ou convalescentes que estejam desanimados com a demora da cura, e também aquelas pessoas que desistiram de se curar.

Essa é a Erva de Santa Maria! “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, seus filhos nem sempre conscientes do Seu Amor!

Gratidão de filhos, gratidão a todas as Mães das Águas, ao meu Pai da Terra!