Pombagira é Mãe? Entenda a questão

pombagira é mãe

Pombagira é Mãe? Como assim?

Pois toda mulher é mãe em potencial.
Igualmente, toda mulher mesmo que não tenha dado à luz um filho biológico pode ser mãe adotiva, postiça, emprestada.
Portanto, sempre que uma mulher cuida de alguém traz consigo o instinto maternal.

Quantas mulheres são um pouco mães de seus companheiros ou companheiras?
Quantas filhas se tornam mães de suas mães e isso quer dizer que, se formos para além do conceito biológico, o que chamamos de mãe é algo muito amplo.

Então, afinal, Pombagira é Mãe (ou pode ser mãe)?

Claro que sim!

No entanto, pelo fato de que a sensualidade é um aspecto muito forte em Pombagira, lhe é negado a qualidade de mãe.
Mas negar que Pombagira é mãe é o mesmo que afirmar a perda da sensualidade feminina no momento em que a mulher se torna mãe.

É como se a mãe deixasse de ser mulher ao menos em um de seus aspectos mais fortes no que diz respeito ao feminino, sua sensualidade.
Uma mulher não pode ser sensual e ser mãe ao mesmo tempo?

Este é o reflexo de nossa hipocrisia!
O que é sensual e o que é vulgar?

Certamente que muitas Pombagiras podem se negar a ser chamadas de mãe.
Não que elas não o sejam.
Mas que provavelmente se negam a ser o que você acha que deve ser o modelo de “mãe”.

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Aquilo que identificamos como modelo ideal da “mãe” é a imagem de Iemanjá, senhora deste mistério na Criação: “A mãe”.

No entanto, todos as Orixás femininas são mães, tanto a guerreira Iansã ou a sensual Oxum.
Então, entramos em outra polêmica: Pombagira não é Orixá e sim entidade de Umbanda, certo?

Pombagira é Orixá?

Sim e não!

Assim como existe Exu entidade e Exu Orixá, também existe Pombagira Entidade e Pombagira Orixá.
O Candomblé não reconhecia o Exu entidade, pois da África veio apenas o Orixá Exu e de forma inversa não conhece o Orixá Pombagira.
Pois não existe no Panteão dos Orixás da Cultura Nagô Yorubá.

Mas a Umbanda nos dá uma liberdade de ação muito grande e mesmo que dentro da Umbanda a grande maioria não concorde, não aceite e não conheça Orixá Pombagira, podemos dizer que ela existe e é simplesmente tudo o que você idealiza de forma coletiva no modelo e arquétipo Pombagira em Deus.

As Pombagiras são nossas guardiãs e protetoras com qualidades bem específicas, estas qualidades são divinas e pertencem a uma divindade feminina à qual podemos nos referir apenas com este nome já conhecido por nós: Pombagira.

Se existe uma divindade regente deste mistério “Pombagira”, então posso dizer que Pombagira é mãe também.
Ao menos a Divindade, o Orixá, é mãe.

Assim, quanto às entidades Pombagiras que incorporam e trabalham com seus médiuns (homens e mulheres) deixo para você me responder se são ou não nossas mães.

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Mães da sensualidade, mães do desejo, mães do estímulo, mães da altivez e acima de tudo mães da autoestima.

Aliás, precisamos de todas as nossas mães e cada uma delas nos dá ou empresta qualidades diversas e únicas para nosso crescimento, evolução e vida.

Laroyê Pombagira! Salve minha Mãe Orixá Pombagira e salve minhas mães guardiãs e protetoras!!!

Observação

Embora gere muito estranhamento identificar “Orixá Pombagira”, para alguns, convido os mais resistentes para esta reflexão:

Se a gente não conhecesse o Orixá Oxóssi poderíamos tranquilamente chamá-lo de Orixá Caboclo e ele mesmo assim responderia.
Assim como foram idealizados Iofá e Yorimá para um “Orixá Preto Velho”, que é Obaluayê.
Portanto, a forma de se relacionar com as divindades, os Orixás, ainda é incógnita e mistério para nós.
Se eu não conhecesse Ogum, mas elevasse o pensamento ao “Orixá da Guerra” ou a “Divindade da Lei” mesmo sem conhecer seu nome ele responderia, com certeza Ogum responderia.
Portanto, sim, temos todos nós muito a aprender sobre os mistérios de Deus e como nos relacionar com eles…
Enfim, deixo a frase: “Para quem quer entender poucas palavras são necessárias e para quem não quer entender nenhuma palavra basta.”

IMAGEMDaniel Apodaca/Unplash

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