Ativação das Ervas – Texto complementar II

Ativação das Ervas é o segundo texto complementar desta Erveirança 5.0, segue de vento em popa. Afinal, conhecimento nunca é demais.

Por hoje vou postar aqui esse texto que saiu no Jornal da Aldeia de Caboclos (Abril de 2019), do qual também sou colaborador, e que achei interessante para esse momento da nossa Erveirança 5.0. Na sequencia vamos falando de mais e mais ervas… São cinqüenta mesmo!

Sugestão: leiam este texto sobre Ativação das Ervas até o fim! A Erveirança 5.0 continua!

O conhecimento nos protege e nos liberta. Essa afirmação pode ser entendida de várias formas. Então, o que queremos dizer é que quando sabemos de alguma coisa, quando entendemos um processo – e no nosso caso o processo é um banho, uma defumação ou um benzimento – esse procedimento fica claro, pode ser simples, livre de acessórios folclóricos sem explicação coerente e nos protege de opiniões alheias, daquelas que tentam apenas nos prender a dogmas e conceitos.

É necessário pelo menos um entendimento básico do que se faz. Se fazemos um banho e ouvimos uma explicação de que esse banho tem que ser tomado frio, a pergunta óbvia (não desrespeitosa) é :

Por que frio? O que a temperatura do banho vai modificar na sua vibração, energia e magnetismo?

Facilmente a informação chega pra nós pronta e não sabemos os porquês dela estar formatada daquele jeito.

Vamos imaginar: alguém na Bahia ou em algum outro lugar no Nordeste brasileiro prepara um banho de ervas. E esse banho é bom, é eficaz, traz um resultado bacana, e é compartilhada essa informação de alguma forma, exatamente como ela é: a pessoa juntou as ervas frescas, do seu quintal ou captadas na vizinhança, ou no comércio de ervas, e diga-se, é comum fora das grandes cidades ou das capitais do Sudeste e Sul, quinou (macerou) esse banho numa bacia com água fria, de fonte ou rio, deixou esse banho descansando ou concentrando por algum tempo, iluminado por uma vela branca ofertada ao anjo da guarda, tomou esse banho às 18 horas, do pescoço abaixo, deixou secar na pele, depois vestiu branco, enfim, ufa, por aí.

Entendemos todo o processo certo?

Quando esse alguém for descrever ou ensinar esse banho para alguém, será com essas regras. E se for passado para mais uma, mais outra e mais outra pessoa, sempre com a mesma regra. É assim que imaginamos que esse procedimento chegue a São Paulo, ao Amapá ou ao Rio Grande do Sul.

Aí começam as perguntas: e se eu não conseguir tomar o banho às 18 horas?

E se eu não tiver ervas fresca? Ah, mas é mês de julho, agosto… inverno alto… banho frio? Deixar secar na pele?

Exatamente por isso falamos dentro desse nosso caminho de conhecimento que os banhos devem ser processos agradáveis. Devem ter uma lógica, um fundamento energético, vibratório, magnético e devem respeitar o regionalismo, a necessidade e a oportunidade e principalmente a pessoa.

Se o objetivo do banho for a limpeza espiritual, a dissolução de larvas, miasmas e acúmulos negativos que estão servindo a inteligências do baixo astral para atuarem no campo astral de uma pessoa, e essa pessoa, naturalmente nesse estado, está em processo de obsessão, ou seja, motivada a não fazer nada, ou melhor explicando, totalmente desmotivada a se cuidar, a tomar um banho de ervas ou acender uma vela ao seu Anjo da Guarda, ao receber essa recomendação com certeza irá desanimar e não fará o procedimento. Achará tudo difícil, complicado, e sua baixa vontade a colocará em desvantagem diante do ritual.

Para essas situações precisamos ter alternativas, precisamos ter cartas na manga, argumentos que façam com que a pessoa a ser ajudada tenha as facilidades incontestáveis para não arrumar desculpas de que não consegue fazer seu banho.

Aí o conhecimento faz grande diferença (incluso a ativação das ervas). Não só neste exemplo que demos aqui, mas em inúmeras situações, algumas até já tratadas nesta série Erveirança 5.0.

Temos cada vez menos tempo, principalmente nos centros urbanos. Nem todos conseguem erva fresca, mas temos um comércio de ervas secas muito bom, praticamente em todos os lugares. Há ervas bastante simples e fáceis de achar e com eficácia incrível. Basta saber usar com Amor e Bom Senso, com critério de preparo e ativação, o que sempre dizemos aqui nesta Erveirança 5.0.

Já falamos em diversas outras oportunidades sobre as rezas ativadoras (ativação das ervas), sobre os porquês de ativar um banho ou defumação. E não ficamos apenas no campo das intenções.

Ótimo, a intenção tem seu peso, mas a determinação é o que faz a coisa acontecer.

Fazer por fazer leva a um resultado medíocre. Fazer confiando na intenção leva a um resultado mediano, mas fazer com determinação, com conhecimento e coerência leva a um resultado efetivo!

Prepare seu banho com ervas frescas ou secas, podendo até misturá-las. Use o procedimento de feitura mais adequado, seja infusão, maceração ou decocção. Ou simplesmente coloque as ervas numa panela com água e deixe cozinhar até cheirar bem, cheirar a banho de ervas. Isso é ativação das ervas!

Deixe esfriar um pouco, coe (sim pode coar) coloque num balde, panela ou recipiente que você tiver, leve ao banheiro e após seu banho normal, seu banho higiênico, complete com água fria, morna ou quente, de acordo com a necessidade, para que atinja a melhor temperatura, a mais próxima do seu chuveiro.

Respire, se concentre, volte sua mente e coração a Deus, Nosso Pai Criador, Nossa Mãe Natureza, o Vosso Poder Divino (da forma que podemos reconhecê-lo), Pais e Mães Orixás, seu Santo de devoção, as Forças Naturais, Guias, protetores, Anjo da Guarda…

Então evoque, clame com o coração, sinta. Peça sua limpeza espiritual, sua cura, energização, caminhos abertos. A cura de todo e qualquer espírito sofredor ou obsessor que porventura esteja ligado a você. Peça que todos os focos negativos, miasmas astrais sejam dissolvidos pelo banho, proporcionando leveza, clareza, caminhos abertos, etc. A ativação das ervas estará assim realizada.

Jogue esse banho sobre você, cabeça aos pés se não houver nenhum impedimento religioso iniciático (recomendo que aprenda um pouco mais sobre isso).

Agradeça, agradeça e agradeça. Respire profundo algumas vezes… pode se enxugar e tocar a vida com ânimo, fé, coragem, determinação. A confiança de que é filho (a) de Deus e, portanto, veio pra cá pra ser feliz!

Tem muito mais pra gente falar sobre ativação das ervas, muito mesmo. Aqui demos um exemplo de como o conhecimento pode nos ajudar a entender alguns procedimento e como fazer um banho de forma bem simples.

O objetivo desse texto em meio à série Erveirança 5.0 não é a receita propriamente dita, mas o processo de ativação das ervas. E não só pra gente, mas principalmente quando o recomendamos.

O objetivo é pensar, raciocinar, questionar com lógica, ponderar e encontrar caminhos para que o uso das ervas em banhos e defumações estejam ao alcance de todos.

Simplicidade não é simplismo; e é característica do conhecimento! Ativação das ervas pode e deve ser um processo simples.

Tem muito mais informação no nosso livro Rituais com Ervas – banhos, defumações e benzimentos. Tem muita coisa legal pra aprender nos nossos cursos, presenciais e no modelo EAD. Entra lá no site, curta as redes sociais, vem com a gente!

Gratidão imensa e sempre! Muito obrigado!