Arruda – Dia 1 – Erveirança 5.0

Arruda é uma das ervas mais populares para uso religioso, sobretudo na Umbanda.

A campanha Erveirança 5.0 é uma iniciativa do nosso colaborador Adriano Camargo Erveiro que, no dia 27 de maio de 2020, completará 50 anos de vida. E, para comemorar, produzirá 50 conteúdos novos sobre 50 ervas diferentes até o dia do seu aniversário, que será daqui a 50 dias.

Bacana, não? Acompanhe então um pouco mais sobre o primeiro conteúdo da série, conhecendo as propriedades da arruda.

Dia 1 – Erva 1

Arruda (Ruta graveolens L.)

Essa erva cheirosa de cor verde azulada nos encanta desde sempre.

Desde a Europa e África, na antiguidade, é tida como planta mágica, cercada de mistérios e segredos guardados pelos rezadores, e até hoje faz parte do rol das plantas de benzimento contra mau olhado, defesa espiritual e para atrair bons sonhos.

Planta de limpeza astral, purificadora por excelência, proporciona descarga de acúmulos negativos, cura de espíritos sofredores, anulação de processos negativos e proteção para a casa e seus moradores.

Leal e dedicada à família, sua aura ígnea, vermelha como a energia do fogo que carrega em sua vibração, cria campos protetores nas casas onde está plantada.

Essa característica fez com que tenha sido associada a várias divindades mitológicas também ligadas ao fogo e ao calor como Xangô, Egunitá (Oroiná), Ogum, Exu, entre outras.

Dentro do sistema de classificação do Erveiro, é considerada erva “quente”. Assim, seja em banhos, defumações, benzimentos e galhinhos atrás da orelha, esta erva proporciona bem-estar, cura e purificação únicos.

Um causo entre a Arruda e o Erveiro

Lembro eu, ainda criança, que minha mãe nunca a dispensou em nenhum preparo de banho que tomávamos. E sim, banhos da cabeça aos pés, pois o nosso modelo de Umbanda prática não nos limitava.

E estou falando da década de 1970, onde o conhecimento basicamente era o dos Guias espirituais e do núcleo familiar.

E minha mãe tinha aquela faquinha ou tesoura que só ela usava! E ai de quem se atrevesse a mexer num pé de Arruda!

Arruda macho, fêmea, nunca teve essa distinção de gênero em casa. Era tratado apenas por miúdas ou graúdas. Os antigos sabiam das coisas simples, pois o importante era o resultado.

Lembro também que sempre aparecia alguma vizinha pedindo um galhinho, um ramo, e nunca foi negado, mas desde que ela própria cortasse. Mito ou verdade eu não sei, mas fato é que se alguém mexesse no pé de arruda, daqui a pouco ele morria. Bastava uns galhos, a velha faquinha, estacas prontas, e ja já tinha um novo exemplar dessa tão cheirosa planta!

A arruda faz parte da minha história e seu cheiro característico remete à minha memória olfativa e às boas lembranças!

Agradecemos a Deus Pai Criador, à Mãe Natureza e ao poder das ervas por termos arruda em nossas vidas!

Sempre gratidão!