Angico – Dia 30 – Erveirança 5.0

Angico é a nossa 30ª erva desta série Erveirança! Salve salve turminha do bem!

Dia 30 – Erva 30

Angico – Anadenanthera peregrina (L.) Speg. – (entre outras)

Aproveito aqui pra dizer que eu não faço nada sozinho! As artes com fotos das ervas foram criadas pelo Daniel Marques, cofundador do UMBANDA EU CURTO, e são diariamente estilizadas pela Renata Vedovato (Ventos de Aruanda), que também revisa os textos. E no portal do UMBANDA EU CURTO uma equipe preparadíssima ainda faz um check-up final.

As publicações no Facebook sou eu que faço, no Instagram é a minha filha Thais Camargo, que também curte e responde. Quero agradecer de muito coração esse apoio e também de todos que estão deixando seus comentários e compartilhando nossas ervas diárias. Muito obrigado, muita gratidão mesmo!

Chegamos na nossa trigésima erva e temos bastante coisa para falar ainda.

Ainda teremos Hortelãs, Manjericões, Samambaias, e muitas outras surpresas, mais alguns textos ou vídeos complementares respondendo a algumas das perguntas mais relevantes e, no final desse ciclo, no dia 27 de Maio, faremos um ao vivo no pé da Jurema Preta!

Temos falado por aqui de todo tipo de erva e suas partes: folhas, raízes, flores e agora vamos de cascas! Que tal o Angico? Então, vamos de Angico!

Algumas pessoas me perguntam sobre essa nossa definição de erva. Bom, para nós, por uso coloquial da palavra, tudo é erva! Não falamos em uso ritualístico – “tome um banho de raízes, ou de sementes”, e sim de ervas, independente se nesse banho tenha raízes, folhas ou cascas.

Então, por definição, chamamos de erva todo elemento vegetal que pode ser usado em banhos, defumações e benzimentos. Na botânica, erva é a planta que cresce de forma “herbácea”, mas esse é outro assunto né?

Nosso Angico é árvore, e das grandes!

Por Angico encontramos a definição de diversas árvores e seus qualificadores: Angico- branco, Angico-vermelho, Angico-liso, Angico-do-cerrado, e outros nomes populares como, Maricá ou Jurema-branca (nomes que se adequam melhor a outras espécies), e Paricá ou Yopo – cujos nomes são conhecidos nos meios indígenas e xamânicos mais pelo preparo de rapé feito com suas sementes e aplicado em cerimônias com as chamadas “medicinas da floresta”, do que pela planta propriamente dita.

Conhecemos o Angico também na forma de cachimbos ou chanducas (este último, nome kariri ou fulni-ô), que assim como seus similares de Jurema (madeira da árvore), são largamente utilizados em ritos dos Juremados, Catimbós, na Umbanda como herança adaptada, pelos indígenas de diversas etnias no consumo de tabaco e ritos sagrados, e nos diversos meios xamânicos.

As folhas do Angico não são “comerciais” e, por isso, não tão fáceis de serem encontradas, então nos servimos das suas cascas, que para nós podem ser usadas em banhos e defumações, como agente purificador e consumidor de larvas, miasmas e acúmulos negativos. Dissolvedor de formas plasmadas, formas-pensamento, e criações mentais de baixa frequência.

Na nossa classificação, uma erva QUENTE OU AGRESSIVA, e mesmo assim, dentro dessa característica, guarda um poder protetor único, verdadeira barreira de energia ígnea contra os ataques do baixo astral.

O que a coloca, do ponto de vista vibratório, nas frequências vivas de nosso Amado Pai Xangô, entre outras. Uma lasca de Angico serve como amuleto protetor contra inveja e mau-olhado e é um magnetizador de força de vontade, criatividade e inteligência.

A maioria das cascas queimadas em defumação tem cheiro de madeira queimada, podendo não ser tão agradáveis ao olfato, mas energeticamente mantém suas propriedades vibracionais, nos conectando aos padrões naturais úteis para a manutenção do nosso bem estar espiritual e por consequência, material.

Abracemos árvores, se puder um Angico, senão a que você puder!

Bençãos, força, amparo e proteção pra todos nós! Muita gratidão!