Alecrim – Dia 2 – Erveirança 5.0

Alecrim é uma das ervas mais populares para uso religioso, sobretudo na Umbanda.

A campanha Erveirança 5.0 é uma iniciativa do nosso colaborador Adriano Camargo Erveiro que, no dia 27 de maio de 2020, completará 50 anos de vida. E, para comemorar, produzirá 50 conteúdos novos sobre 50 ervas diferentes até o dia do seu aniversário, que será daqui a 49 dias.

Acompanhe!

Daqui a 49 dias eu completo 50 anos de idade! E para comemorar, vamos fazer uma Erveirança 5.0: 50 ervas, uma por dia. Vamos lá?

Dia 2 – Erva 2

Alecrim (Rosmarinus officinalis L.)

Se alguém me perguntar qual erva aromática eu acho indispensável, minha resposta certamente será, independente de eu saber onde vou usá-la, o Alecrim!

Alecrim não pode faltar!

Da horta ou do jardim para o uso, essa planta é uma das mais versáteis e úteis, seja na cozinha, nos rituais ou na medicina popular.

Seus saberes ultrapassam as eras e percorrem todas as culturas, sociedades e religiões. Encontrado nas diversas regiões do país, e por que não dizer do mundo, e pelo seu uso tão difundido na culinária, encontramos o Alecrim facilmente nos balcões dos mercados, ladeados pelas hortaliças e por outras condimentares, nas feiras e hortifrutis, nas hortas comunitárias e jardins da vizinhança.

Independente das pequenas variações no formato, folha estreita e larga, ereto ou rasteiro, ele não perde sua característica marcante – o aroma!

De cheiro bem característico e original, famoso por perfumar as cozinhas ou local onde é preparada sua infusão, esse pequeno arbusto de origem mediterrânea, com folhas verde-prateadas, duras e espetadas é verdadeiramente a erva da alegria e paz de espírito.

A partir das histórias míticas, ao Alecrim é atribuído um caminho fantástico até sua chegada ao uso ritual brasileiro: incensou e embalsamou os reis egípcios, escondeu e protegeu Nossa Senhora e o Menino Jesus na fuga para o Egito; foi queimado na Idade Média como profilático para que a peste não se alastrasse, ativou a memória dos gregos e simbolizou sua juventude; foi dissecado, estudado e pesquisado por médicos da antiguidade e da modernidade, entre dezenas de outros feitos do rosmarinus e que lhe consagram como uma das mais famosas ervas aromáticas.

Em nossa forma original, simples e objetiva de classificar as ervas, o Alecrim se encaixa como uma EQUILIBRADORA ou ERVA MORNA. Em banhos e defumações, além desse equilíbrio característico, proporciona paz de espírito, que naturalmente remete à alegria e tranquilidade.

Sua aura, que vai do verde-cristalino ao verde-azulado, transmite ao organismo espiritual humano uma energia rejuvenescedora, clareadora da memória e das ideias e iluminadora da visão e da percepção, favorecendo um melhor olhar sobre as situações.

Portanto, seu uso em banhos ritualísticos pode ser recomendado a todas as pessoas, independente de precisarem dessas energias específicas. A respiração dos seus ramos é bastante benéfica também, sendo curadora e animadora.

Religiosamente, o Alecrim é associado aos Orixás Oxalá, Oxum, Iemanjá, Oxóssi e Ogum, e, portanto, a partir dessas definições também encontramos as características harmonizadoras das relações e organizadora das idéias. Composta com outras ervas, proporciona consistência e estabilidade ao preparo.

Abuse das suas folhas e galhos secos queimados em defumações, convidando os Seres da Natureza Vegetal para que condensem no ambiente as melhores energias profiláticas e vitalizadoras da nossa saúde.

Se temos Alecrim, temos alegria, e se temos alegria temos Deus junto com a gente!

Gratidão sempre!