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Cantigas de Umbanda: festivais ganham força e se espalham pelo País

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Cantigas de Umbanda, Festivais de Curimba, Procissões e outros eventos relacionados à Umbanda crescem pelo Brasil a partir da origem, o Rio de Janeiro.

Assim, sem muita divulgação e fora do conhecimento do grande público, o Rio de Janeiro é um exemplo.

Contudo, hoje o estado abriga um verdadeiro circuito de festivais de cantigas de umbanda que reúne milhares de seguidores.

Entretanto, num momento em que se discute muito a intolerância religiosa, sem fazer alarde, em diferentes locais da capital, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo são realizados ao longo do ano pelo menos 13 concursos do gênero, todos com casa cheia.

Dessa forma, os concorrentes que mais se destacam disputam o troféu Atabaque de Ouro.

Esse a nível nacional, que já é conhecido como o maior encontro de Curimba do Brasil.

O Atabaque de Ouro conta com representantes de seis estados.
A próxima edição está marcada para 23 de setembro, quando serão entregues troféus a vencedores de 12 categorias.
Dentre elas: intérprete, letra, coreografia e revelação.
A festa, que já teve padrinhos ilustres como Elymar Santos, Neguinho da Beija-Flor, Dona Ivone Lara e Leci Brandão, acontecerá no Espaço Show Tradição, em Vila Valqueire.
Organizadores esperam um público de 3.500 pessoas.

Na década de 1970, o Maracanãzinho chegou a abrigar um grande festival de Pontos de Umbanda.
E parte do repertório foi gravada por artistas como Martinho da Vila e Ruy Maurity.
Hoje, Rita Beneditto está entre os artistas que mais divulgam esse estilo musical.

“Depois do auge, nos anos 1970, houve uma queda, embora os festivais nunca tenham desaparecido por completo.
A partir de 2012, o movimento começou a renascer.
Pessoas ligadas à cultura afro acompanharam o crescimento da música gospel e perceberam que era importante fomentar ações que ajudassem a divulgar nossas tradições”, disse Marcelo Fritz, diretor-geral do Atabaque de Ouro, que foi criado em 2005.

Para Mauro Cezar Passeri, da Central dos Ogans e um dos organizadores do 2º Festival de Pontos de Umbanda de São Gonçalo (RJ), os concursos ajudam a agregar as pessoas e ao mesmo tempo apresentar pontos novos que passarão a ser cantados nos Terreiros.

Segundo Passeri, O Rio de Janeiro conta atualmente com cerca de 6 mil terreiros cadastrados. Estima-se 1 milhão de praticantes.

No dia 17 de junho a quadra da Imperatriz Leopoldinense, em Ramos, receberá o Festival Canto da Fé 2018.
Serão 30 composições concorrendo aos troféus que serão distribuídos aos dez melhores.
Além disso, vale vaga para concorrer no Atabaque de Ouro.

Em seguida, no dia 8 de julho, o River Futebol Clube, na Piedade, recebe o 2º Festival de Cantigas Afro-Brasileiras.

Com o mesmo número de concorrentes e de troféus, é mais um no estado fluminense.

Nesse meio tempo será a vez da Zona Oeste do Rio entrar na disputa, com a realização do primeiro concurso do gênero em Campo Grande.

Aliás, Bia Nascimento, uma das organizadoras do Festival Canto da Fé, que está na sua terceira edição, é também compositora e há 19 anos participa dos festivais.
Ela ficou conhecida como a “Princesa da voz da Umbanda”.

A saber, porque coleciona seis prêmios Atabaque de Ouro.

Para ela esses concursos são a oportunidade de renovação dos Pontos Cantados nos Terreiros.

E as cantigas de Umbanda, os Pontos Cantados e os eventos são também eficazes para combater a intolerância religiosa.

Fontes: O Globo / Jornal Extra

Foto: Ricardo de Ogum, um dos ganhadores do Atabaque de Ouro em 2017 / O Globo