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Meninos da Tailândia meditaram para sobreviver na caverna

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Meninos da Tailândia é como ficaram conhecidos na mídia os 12 garotos que ficaram presos numa caverna junto a seu técnico.

Num ambiente escuro, fechado, alagado e sem água ou comida, como não se alarmaram? Como não entraram em pânico?

É certo que o treinador de futebol dos garotos, conhecido como Ake, colaborou muito para que todos se mantivessem calmos.

Assim, Ake ensinou aos garotos de 11 a 16 anos técnicas de respiração e meditação para que conservassem o máximo de energia possível no corpo.

Ex-monge budista, Ake, de 25 anos, abandonou o monastério há 3 anos para cuidar da avó doente.

Então, como técnico do time de futebol ‘Javali Selvagens’, coube a ele acalmar os garotos na esperança de um resgate.

Eventualmente, alguns analistas afirmaram que sua capacidade de meditar e se manter calmo foram cruciais para a sobrevivência de todos.

“Acredito que [a meditação] tenha sido vantajosa, mesmo que tenha servido unicamente como uma forma das crianças sentirem que o seu treinador estava fazendo algo para ajuda-las”, afirmou o professor universitário de Psicologia, Michael Poulin, à Associated Press.

Dessa forma, é bem possível que a meditação tenha mesmo ajudado os meninos da Tailândia.

Mas o neurologista Rogério Lima, da Universidade Federal do Estado Rio de Janeiro (Unirio) acrescenta algo.

Ele acredita que a prática da meditação ajudou os meninos da Tailândia a não entrarem em pânico.

Igualmente, em entrevista para a Folha de S. Paulo, o neurologista afirmou:

“A meditação atua no eixo corpo neuroendócrino-imunológico.

Quando meditamos, estimulamos a produção de neurohormônios, que passam a circular pelo corpo reorganizando o organismo”.

Portanto, ocorre uma regularização da frequência cardíaca, da pressão arterial e dos próprios sentidos de estresse, dor e da fome.

Assim, isso tudo ajuda a entender a resistência dos meninos da Tailândia nos dias que ficaram confinados na caverna.

Aliás, o especialista reforçou também o papel fundamental que o ex-monge teve enquanto os garotos meditavam.

Ainda que de pouca idade, a prática foi muito importante:

“Até para conduzir essas crianças e adolescentes, com toda energia disponível, pela quantidade de tempo que ficaram na gruta”.

MEDITAÇÃO PARA OCUPADOS – Mas não é preciso passar por algo similar aos meninos da Tailândia para sentir os benefícios da meditação.

Best-seller em todo o mundo, o livro Mindfulness – Atenção Plena no Movimento propõe uma relação mais simples e prática com a meditação.

A Dra. Tamara Russel, autora do livro, desenvolveu técnicas em que você não precisa ficar sentado ou deitado, parado, para meditar.

Com o intuito de alcançar a todos, até mesmo os mais ocupados, promove um conceito novo de atenção plena entre corpo e mente em movimento.

Assim, a ideia é que, mesmo num dia agitado, você consiga se valer destas técnicas e se beneficiar de uma meditação centrada no seu corpo.

Com uma linguagem simples e fácil de entender, o livro é todo ilustrado e prático.

Dessa forma, enquanto lê você já pode ir aplicando o que aprende.

Esperamos que o ocorrido com os meninos da Tailândia não se repita mais.

E que este episódio sirva, entre outras coisas, para que busquemos maior equilíbrio no dia a dia, com técnica e alguns minutinhos ao menos de atenção plena ao movimento.