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Medo da primeira vez na Umbanda: depoimento de uma jovem

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Medo da primeira vez na Umbanda é algo quase natural. Mas é só no começo.

“Umbanda é uma religião brasileira formada através de elementos de outras religiões como o Catolicismo ou Espiritismo juntando ainda elementos da cultura africana e indígena.”

E esse é o significado da religião que eu conheci há um ano.
Num primeiro momento, como qualquer ser humano, senti aquele medo da famosa “macumba”, como dizem por aí, antes de ir a um Terreiro.
Imaginei que seria tudo aquilo que as pessoas hipócritas ou ‘maria-vai-com-as-outras’ dizem: matanças, xingamentos, mortes, e tudo de mal.

Mesmo com todo aquele pacote de “conselhos” eu fui.
Chegando lá, olhei todas aquelas pessoas “macumbando” de branco, aqueles santos vindo em Terra e, como não conhecia, fiquei em choque!
Pensei em sair correndo!

Para piorar a situação chegou minha vez de falar com aquele Preto Velho que estava ali usando uma mulher como um porta-voz, para me passar seus conselhos.
Estava estampado o medo em meu rosto, mas com quarenta minutos aquela entidade me fez ver que eu não precisaria ter medo.
Pois eles só estavam ali para me ajudar, me fazer crescer.

Depois daquela consulta, cheguei em minha casa e parei para pensar como tinha sido aquela descoberta.
Percebi que não tinha sido aquele pacote de “conselhos” que tinha sido oferecido a mim e que estava na minha cabeça.
E isso me fez mudar de ideia.
Eu precisava ver se era aquilo mesmo que eu queria.
Precisava saber se era aquele caminho que eu iria seguir.

O medo da primeira vez na Umbanda havia passado.

Depois de muito analisar, decidi seguir, comparecer às Giras e seguir os conselhos de cada entidade.

Quero deixar claro que não estou aqui para criticar nenhuma outra religião e nem falar que a minha é melhor que as outras.
Só quero mostrar como essa religião me mudou, me ensinou a crescer e me mostrou uma outra perspectiva de vida.

Hoje, eu só tenho que agradecer ao plano espiritual por ter colocado esse caminho em minha vida.
E agradecer por ter me mostrado que nem tudo é como dizem…

Agradeço por me fazer não desistir por qualquer motivo ou pelo preconceito que, infelizmente, ainda é grande.
As pessoas de fora não sabem a energia que tem um Orixá ou uma entidade, e nem sua força.
Eu também não sabia, mas agora sei e percebi que esse caminho é o que pretendo seguir daqui para frente!

Meu maior plano agora é um dia trabalhar com meus Guias ajudando cada pessoa necessitada e mostrando que a “Umbanda é paz e amor é um mundo cheio de luz…”
E que só porque a pessoa frequenta um Terreiro não quer dizer que ela está indo lá para fazer o mal a ninguém!

Pois em qualquer lugar podemos fazer o mal: basta nos decidirmos se vale a pena ou não.

Então nós, umbandistas, temos que agradecer por cada conquista almejada.
E agradecer por tudo que essa religião nos proporcionou e, como diz o nosso hino, “vamos levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá!”

Assim, o medo da primeira vez na Umbanda acabou sendo útil!

Saravá Umbanda! Um mundo cheio de paz, luz e energias positivas!

Texto produzido por Micaella Estephani Serafim a partir de sua própria experiência.