Insatisfação: como lidar melhor com nós mesmos?

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Insatisfação é fruto das dificuldades (entre outras coisas).

Quanto mais eu falo com as pessoas sobre suas dificuldades, mais eu percebo que todos temos um pouco dela com nós mesmos.

Eu tenho, e eu aposto que todo mundo que está lendo isso também tem.

Considere algumas das maneiras que estamos insatisfeitos com nós mesmos:

– Temos um constante sentimento de que deveríamos ser melhores, ser mais produtivo, mais consciente, e assim vai.
– Duvidamos de nós mesmos quando temos que falar em um grupo ou em público, e sentimos que não somos bons o bastante para contribuir.
– Estamos infelizes com alguns aspectos de nós mesmos, como nossos corpos, a aparência do nosso rosto, o modo como procrastinamos ou como ficamos com raiva ou perdemos a paciência como parceiros ou pais.
– Achamos que precisamos melhorar.

Até mesmo se recebemos o elogio de alguém, achamos uma maneira de minimizá-los em nossas mentes, porque achamos que não somos bons o suficiente para aquele elogio.

Isso afeta nossas vidas de tantas maneiras: podemos não ser bons em fazer amigos, falar em público ou em grupo, encontrar um parceiro, fazer o que temos paixão, encontrar contentamento conosco e com nossas vidas.

E não gostamos dessa insatisfação!

Aí, fugimos. Encontramos distração e conforto na comida, álcool, drogas ou nas compras.

Atacamos outras pessoas quando estamos na defensiva. Isso está no núcleo de quase todos os nossos problemas.

Então como lidamos com essa insatisfação? A resposta é profundamente simples, apesar de não ser fácil.

Antes de explicar como lidar com o problema, devemos discutir algo primeiro: a ideia de que precisamos ter insatisfação com nós mesmos para fazer melhorias em nossas vidas.

Infelicidade com o Eu como um motivador

Eu acredito que às vezes somos levados a fazer melhorias porque estamos insatisfeitos conosco (e isso não é ruim). Temos a esperança por algo melhor.

Mas considere que:

– Quando estamos insatisfeitos com nós mesmos, é difícil ficarmos felizes quando fazemos algo bom. Ainda estamos insatisfeitos. Então fazer algo bom não chega a ser a recompensa que deveria ser.
– Temos o hábito de fugir desse sentimento ruim de nós mesmos, então a procrastinação e a distração se tornam o modo padrão, e isso fica no caminho de nossos esforços. Na verdade, nós nunca solucionamos os problemas da distração e procrastinação até que aprendamos a como lidar com esse problema de infelicidade.
– A infelicidade pode atrapalhar nossas tentativas de se conectar com outros (porque pensamos que não somos bons o bastante, então sentimos ansiedade em conhecer outras pessoas). Não podemos resolver isso, não importa quanto você queira melhorar, até que tratemos do problema inerente.
– Até quando queremos melhorar, o sentimento de insatisfação não vai embora. Então tentamos melhorar mais, e ainda assim ele não vai embora. Na minha experiência, ele nunca vai, até que você esteja pronto para enfrentá-lo de frente.
– Durante esse incrível período de autoaperfeiçoamento guiado pela insatisfação, não nos amamos. O que é triste.

Então é possível fazer as coisas e fazer melhorias sem estar insatisfeito consigo mesmo? Eu descobri que a resposta é “sim”.

Você pode se exercitar e comer bem não porque você não gosta do seu corpo e quer torná-lo melhor…

Mas sim porque você se ama e quer inspirar sua família!

Você pode se exercitar por amor pelas pessoas que isso irá ajudar.
Você pode se organizar, sair da dívida, ler mais, meditar, não porque você está insatisfeito, mas porque você ama os outros e a si.

Na verdade, eu iria dizer que você está mais propenso a fazer todas essas coisas se você se amar, e menos propenso se você não gostar de si.

Lidando com a insatisfação – O que podemos fazer em relação à contínua insatisfação com nós mesmos? Como lidamos com as dúvidas que temos, quando sentimos que não somos bons o bastante, infelizes com algumas partes de nós mesmos?

Acontece que esses sentimentos são oportunidades perfeitas para aprender sobre nós mesmos e como ser amigos com nós mesmos.

Aqui está como:

1. Toda vez que tivermos esses sentimentos, podemos parar e apenas perceber.
2. Interiorize o sentimento, observe como ele se comporta no seu corpo. Esteja curioso sobre como isso faz você se sentir fisicamente.
3. Em vez de fugir desse sentimento, permaneça com ele. Em vez de rejeitá-lo, tente se abrir para ele e aceitá-lo.
4. Se abra para a dor desse sentimento, e veja isso como um caminho para abrir seu coração. Dessa forma, manter contato com a dor é um ato libertador.
5. Veja esse sentimento difícil como um sinal de um bom coração, suave, delicado e amoroso. Você não se importaria em ser uma boa pessoa, ou uma pessoa “boa o bastante”, se você não tivesse um coração bom. Existe uma bondade básica por trás de todas as nossas dificuldades, e só precisamos permanecer e perceber a bondade.
6. Sorria para si e cultive uma simpatia incondicional para tudo que você vê.
Recomendo que você pratique isso toda vez que notar uma autocrítica, dúvida ou infelicidade consigo mesmo.

Leva apenas um minuto, enquanto você encara o que sente e permanece com isso, com simpatia incondicional.

Se você realmente quiser focar nessa mudança poderosa, reflita sobre isso uma vez por dia relatando isso ao fim de cada dia, revisando como você fez e o que você pode fazer para lembrar de praticar.

No final, eu acho que você descobrirá que o amor é um motivador mais poderoso do que a infelicidade consigo, do que a insatisfação.

E eu espero que você encontre uma amizade consigo que irá irradiar nas relações que você tem com todas as outras pessoas que você conhece e encontra.