Demanda? Dissecando a questão

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Demanda? Quem está em sendas espiritualistas, hora ou outra acaba esbarrando no tema Magia.

Inclusive “Magia” é a palavra da moda nos Terreiros de Umbanda e já não é de hoje!

Mas parece que a cada dia a coisa está ficando mais comum, mais palpável e quase ordinária.

Chego a me questionar sobre isso, pois se a magia é algo tão corriqueiro, será que ela não está tirando espaço das coisas comuns da vida?

Será que não estamos criando muletas?

Ainda é mais temerário quando as manipulações mágicas são feitas de forma inconsciente ou mal-intencionadas, podendo até mesmo serem feitas pensando em um “bem maior” porém de forma distorcida, causando vários problemas de ordem emocional, mental e física para os alvos destas.

Ramatís em seu livro Magia de Redenção fala exaustivamente sobre o tema, abordando tanto a eficácia da magia quanto seu emprego.

Mostra até mesmo que mães são grandes magiadoras, de forma negativa, de seus filhos. Quase uma demanda involuntária.

Ele dá um exemplo de uma mãe e um filho e de como a magia pode prejudicar, na melhor das intenções.

Parafraseio abaixo a ideia:

“Um rapaz consegue uma promoção em seu emprego, porém terá que se mudar para um outro país.

A mãe, sempre superprotetora, fica muito feliz com a conquista do filho, porém ao mesmo tempo em seu íntimo não deseja que o filho vá para longe dela.

Com esse peso no coração ela começa a orar para as forças invisíveis, inclusive fazendo simpatias diversas para que o filho não vá para longe dela.

Sempre recoberta de boas intenções, pois deseja o melhor para filho, desde que seja o melhor sob seu ponto de vista.

Na semana antes do rapaz viajar, para assumir vital função em outro país, o mesmo ao comemorar sofre um acidente, que o deixa impossibilitado de sair da cama por longos meses.

Seria isso coincidência? Ramatís diz que não, explicando que é o poder mágico e realizador da mãe que impediu que o filho fosse para longe, assim ele ficará aos cuidados dela e ainda perdeu a promoção, não correndo o risco de ir para outro local.”

Vejam só que constrangedor é esse relato, pois para o rapaz não seria realmente melhor a promoção e o novo emprego?

A mãe conscientemente não iria querer fazer mal ao seu filho que tanto ama, a ponto de querer ele sempre por perto.

Porém, a forma que empregamos a magia é distorcida e nós não sabemos formular os pedidos de maneira adequada, confiando em uma inteligência superior.

Quando se trata de magia, nós somos essa inteligência e por isso devemos ter inteira responsabilidade sobre os pedidos.

A partir de agora vou relatar algo que me foi transmitido para dissecarmos o modus operandi desse tipo de atividade, que muitas vezes o próprio MAGIADOR nem sabe que está cometendo, quase uma ‘demanda sem querer’.

Antes de mais nada, peço a sua cordialidade em não julgar as pessoas aqui envolvidas, pois é um erro que muitos de nós já cometemos, estamos cometendo ou cometeremos de certa forma.

Duvida? Quantas vezes você xingou alguém no trânsito? Acha que isso não é demanda negativa?

Foi-me contado que um médium pediu seu afastamento da casa espiritual por motivos pessoais, se desligando assim dos trabalhos desse local.

De forma alguma foi rompido o laço de afetividade para com a Casa e nem sequer a gratidão por momentos passados lá, mantendo-se o respeito sempre.

Justamente por isso, em uma visita a esse Terreiro, para ver as pessoas, participar da Gira – agora como assistência – ouviu de uma senhora que todos tinham em alta consideração, pois julgavam-na muito inocente, uma pessoa boazinha e livre de qualquer mácula, a seguinte afirmação:

“Sinto tanta falta de você, mas tanta mesmo que todos os dias acendo um cigarro para que Seu Zé faça você voltar ao Terreiro!”

Quando me foi contado isso eu cheguei a estremecer e na hora pensei: É magia, e bem DARK!

Mas vocês devem estar com problemas para acompanhar esse meu raciocínio, pois, como uma pessoa boa e bem intencionada, por sentir falta dos médiuns, poderia causa mal ou praticar uma magia tão dark?

Como pode uma magia para uma entidade de luz, um ato tão simples quanto acender um cigarro, ser uma magia negra ou negativa?

Vamos tentar explicar o raciocínio:

Esse médium optou por livre e espontânea vontade deixar a corrente mediúnica da Casa.

Porém, a senhora por mais bem intencionada que possa ser, está forçando a barra em uma situação, forçando contra o livre-arbítrio dessa pessoa.

Vocês acham que isso é algo benéfico?

De maneira nenhuma. A magia “negra” ou “negativa” – que muito é falada por aí – é uma magia que interfere no livre-arbítrio das pessoas.

Neste caso a magia era para que o rapaz voltasse ao Terreiro, mesmo contra a vontade dele.

Pensando assim, poderia imaginar que ele poderia passar por dificuldades e lembrar que no Terreiro teria um local seguro para ser acolhido.

Poderiam acontecer diversas coisas ruins, mas graças a Deus não ocorreu, pois não era do merecimento da vítima (médium alvo) desta magia, por mais bem-intencionada que fosse a senhorinha. Em suma: gerou uma espécie de demanda.

Até mesmo uma magia de cura é muitas vezes uma interferência na liberdade de cada um.

Por isso que quando um consulente leva uma peça de roupa de um familiar para ser “cruzado” ou abençoado, o Guia sempre diz que o dono da roupa tem que saber que aquela peça tem “mironga” antes de usar.

Pois assim ele concorda com isso e não é uma magia negativa; já se fizer escondido, é.

A minha sugestão é que todos usem do discernimento e avaliem todos os dias as suas atividades diárias, para perceberem o quanto de magia negativa (mental) praticamos no dia a dia.

De fato, a magia é presente e corriqueira em nossa vida, conforme questionamos no começo desse artigo e devemos ter grande responsabilidade sobre isso.

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Blog criado em 2011 por Douglas Rainho com o objetivo de estudar a fundo alguns temas como espiritualidade, magia, Umbanda e terapias naturais. Muitas dúvidas que acompanharam o autor no começo do seu desenvolvimento mediúnico eram comuns a muitas pessoas e então, com este trabalho, a ideia é que suas opiniões e reflexões auxiliem outras pessoas a terem suas inquietações sanadas.