Ervas aromáticas

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Ervas aromáticas: o que são? Não é tão simples como parece dar essa resposta.

De acordo com vários segmentos, sejam das sociedades botânicas, seja dos meios acadêmicos, fica difícil entender se respondermos: “planta com caule pouco alongado, que cresce acima do solo, e que invariavelmente morrem todos os invernos.”

Prefiro a definição de que ervas aromáticas são aquelas cujas folhas, caules, sementes, flores ou frutos são usados pelo seu sabor, aroma e propriedade preventiva e curativa.

Durante os últimos séculos, as ervas vem sendo usadas sempre ligadas à magia e ao mito, à religião e aos dogmas.

Normalmente de transmissão oral, muita informação errada foi passada através do tempo e se estabeleceu um pseudo conhecimento acerca das propriedades reais das ervas.

Fato é que o melhor parâmetro sem dúvida alguma é o resultado final.

As ervas aromáticas têm propriedades muito interessantes, vivas e ativas e proporcionam cura e prevenção de inúmeras doenças conhecidas.

Se deixarmos de lado os mitos e focarmos no uso culinário e medicinal, encontraremos resultados fantásticos.

Por exemplo, o Manjericão (Ocimum basilicum) erva básica na cozinha, extremamente útil no jardim, onde afasta certas pragas e insetos (inclusive se plantado dentro de casa em vasos).

A Camomila (Matricaria chamomilla) além de clarear os cabelos é ótima para gases e dificuldades intestinais. É também um calmante leve que ajuda no sono.

Falando em sono, acredito que o que mais nos aflige, moradores das grandes cidades é o estresse do dia a dia.

É importante separar o estresse comum da depressão clínica, essa sim tratada por especialistas da área médica.

Cansaço, preocupação, muitas vezes problemas cotidianos, pedem soluções claras e para isso precisamos de tranqüilidade. Um boa noite de sono pode resolver muita coisa. Acordar disposto e bem descansado pode deixar a mente clara e disposta a enxergar soluções que nem sempre são vistas no auge do problema.

Uma boa xícara de chá de Melissa (Melissa officinalis), ou Cidreira de Folha (Lippia alba) ou Capim Cidreira (Cimbopogom citratus) todos chamados popularmente de cidreiras, são ótimos calmantes leves e ajudam a uma boa noite de sono tranquilo.

As ervas são fantásticas curadoras e auxiliadoras em processos de cura. Mas vale lembrar que uma postura positiva diante das dificuldades sempre é um ponto a mais para vencer os desafios. Coragem, verdade, determinação e fé caminham juntos na solução dos problemas.

Outra coisa importante, em se tratando do uso das ervas aromáticas, é sempre avisar seu médico se você tem o hábito de tomar chá, qual é esse chá, que tipo ou tipos de ervas são utilizadas.

Pode haver um comprometimento da ação, tanto do medicamento sintético, quanto do natural, quando usados juntos, sem critério.

Nosso objetivo aqui não é medicar ninguém, muito menos tirar alguém do seu tratamento médico, muito pelo contrário. É esclarecer o uso das ervas, para que, corretamente, possamos tirar o máximo proveito dos benefícios que Mãe Natureza nos proporciona.

Como sempre citamos aqui, adquirir ervas de boa procedência, bem embaladas e identificadas, e acima de tudo lembrar que “caro é aquilo que não funciona”. Não adianta comprar um produto pelo preço mais baixo e descobrir depois do uso que ele estava, ou contaminado, ou com seu efeito comprometido por uma má prática de fabricação.

Isso sim acaba sendo muito mais caro!

Converse com seu médico, com seu terapeuta de confiança, seja sincero; não esconda o uso de outros elementos, nem das ervas aromáticas. Isso pode comprometer sua saúde.

Nunca use medicamentos sem orientação médica e ervas sem o auxílio de um especialista no assunto.

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Conhecido como O Erveiro da Jurema, é Sacerdote da Umbanda formado por Ronaldo Linares e por Rubens Saraceni. Se dedica à religião e à difusão do conhecimento das ervas e elementos da natureza, sempre com simplicidade e bom senso. Autoridade no assunto, é autor de livros sobre ervas, palestrante e ministra cursos desde o ano 2000.