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Exu não é diabo: a verdade sobre Exu e a lenda de Satã

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Exu não é diabo, isso todos nós já sabemos.
Também já sabemos que a figura de Satã está morta dentro de muitos cultos e religiosidades brasileiras.

Acredito que seria bom que Satã estivesse ainda “vivo”; e não esse demônio de hoje, mas sim o medieval, temido e até respeitado por muitos.

Calma! Todos irão entender!

Exu não é diabo, mas virou brincadeira na boca de muitos e até sinônimo de muita libertinagem.
Hoje, essa entidade é figura de euforia, diversão, carnalidade, companheirismo e outros tantos exemplos.
É tudo, menos o que realmente muitos ainda acham que Ele se propõe a ser.

Satã, em sua forma histórica, o ser maligno, encarnação do mal e anticristo está morto, mas, em si, Satã nunca morreu.

Não, eu não acredito em Belzebu (ou como queiram chamar).
Mas acredito na força da negatividade que nos induz a uma consciência distorcida da realidade e, isso sim, chamo de “Demônio”.

Na verdade, o mundo não sobreviveria sem os seus extremos.
Não haveria razão para o “bem” sem o “mal”.

Na atualidade, Satã esta diluído em tudo e concordo com a escritura sagrada quando o denomina como “príncipe deste mundo”.
Ele é tudo aquilo que nos leva à ilusão, à crença de um poder mesquinho sobre as pessoas e objetos.
Acreditamos que somos deuses na Terra e que tudo nos pertence.
E esse egocentrismo nos faz esquecer a realidade, levando à loucura e distorção, ou melhor, ao não aproveitamento do mundo como ele é.

As trevas reinam em nossas mentes porque mundos paralelos são criados em nosso ser e, aí sim, mora Satã.

E Exu, o que tem a ver com isso?

Exu é aquele que se veste com uma roupagem mais “humana” e rústica na tentativa de nos tirar das prisões do engano e tortura, coisa que seria mais difícil de conseguir com linguagem ou roupagem “superior”.

Esse guardião, que usa as trevas sem pertencer a elas, para despertar em pessoas que lá estão um pingo de realidade e salvação, é Exu!

Ele não é o Satã descrito acima; Exu não é diabo!
Mas se utiliza das pessoas que estão com Satã para despertar nelas um instinto de mudança; mesmo que mínima já é um grande passo.

O guardião não está preocupado com os seus relacionamentos, o seu dinheiro, a sua família ou a sua espiritualidade: ele está preocupado com a forma com que você vê e entende todas essas questões.
E é por isso que em suas consultas ele para, escuta e quebra a presença da ilusão e demandas.

Ele quer despertar em nós a necessidade de evoluir e neutralizar a consequência de nossos erros passados.

Exu quer trazer a felicidade a nossas vidas!

Talvez se o diabo antigo estivesse vivo e Exu fosse vinculado a ele as pessoas o respeitassem mais do que hoje.
Não brincariam tanto com a figura de um ser assim e não distorceriam o seu alcance.

Mas, felizmente, o diabo antigo não passa de lenda e Exu nada tem a ver com ele. De novo: Exu não é diabo!

Mas fiquem atentos: o guardião nada vai fazer com tanta distorção do seu real fundamento ou com brincadeira de inúmeras formas aí afora.
O próprio ser humano é que se destroi e regride com ações mal pensadas e dominadas pelos seus egos contaminados com a vaidade de “ser e poder”.

Espero que Exu se faça mais presente em nossas vidas, nos ajudando sempre no despertar de um novo caminho.

Que sua figura de Luz desperte naqueles que não acreditam, ou que estão perdidos na ilusão, uma real chance de se reafirmarem e progredirem rumo à paz e felicidade.

Graças a Exu eu escrevo agora, e a Ele o meu obrigado.

Se eu estiver errado, Ele saberá consertar no momento certo.
Se eu estiver certo, Ele saberá que Dele vieram as palavras e ensinamentos.

Mojubá!

Texto produzido por Marcos Rafael Souza, colaborador do site Conversa entre Adeptus, criado por Raphael PH Alves.